Veja o trailer do filme Voando alto

Voando alto

Sobre o que é Voando Alto

Manou cresceu achando que era uma gaivota igual aos pais. Aprendeu a mergulhar, a planar e a cantarolar como elas, mas nunca se encaixou de verdade — ele é desajeitado, lento e vive sendo chamado de diferente.

Um dia, descobre que foi adotado: nasceu andorinha. Acolhido pela nova identidade, ele é expulso da colônia depois que uma ninhada de ovos é destruída por ratos e sai pelo mundo para entender quem ele realmente é.

A partir daí, Voando Alto vira uma história de pertencimento com cara de animação europeia: poucos diálogos expositivos, muita humor físico e reviravoltas entre ninhos, falésias e tempestades no mar.

Estreia e legado

Estreou nos cinemas brasileiros em 7 de agosto de 2019, distribuído pela 20th Century Fox. Foi a aposta alemã para o nicho de animações familiares no mesmo ano em que o mercado ainda sentia o peso de blockbusters como Kingsman: O Círculo Dourado nas salas de cinema.

Não ganhou espaço nas premiações internacionais e passou quase despercebido no circuito adulto. Mesmo assim, virou curinga em sessões de sábado de manhã em redes de cinema, ao lado de relançamentos como Logan e Mogli - O Menino Lobo.

Hoje é lembrado como uma aventura honestinha, daquelas que cumprem o que promete: entreter sem provocar, emocionar sem arriscar.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o ritmo é ágil, quase sem respiro ruim, e a animação tem um trabalho bonito de luz nas cenas de voo sobre o mar. O arco da andorinha Parzival — que não voa, mas se torna peça-chave na solução — é o que dá alma ao roteiro.

Ponto fraco: a resolução do conflito com os ratos chega rápido demais, sem tensão real. O romance adolescente entre Manou e Kalifa surge do nada e some do nada. A mistura de drama, comédia e aventura tenta abraçar muita coisa em apenas 88 minutos e fica pela superfície em quase todos os temas.

Curiosidades dos bastidores

  • O título original é Manou the Swift, referência direta à andorinha-comum, espécie famosa pelas migrações longas pela Europa.
  • É a primeira animação alemã a usar o motor de renderização proprietário do estúdio LUPA Film, com cenas de voo inspiradas em captura de movimentos de pássaros reais.
  • Taron Egerton gravou suas falas em Londres enquanto estava em cartaz com X-Men: Apocalipse na TV — o estúdio enviou o microfone para o set de divulgação para adiantar a dublagem.

Perguntas frequentes

Voando Alto é boa opção para crianças pequenas?

Sim. Tem classificação livre, humor visual e nada que assuste. O tema da adoção é tratado de forma leve e direta, sem subtexto pesado, ideal para crianças a partir de 6 anos.

Voando Alto tem cena pós-créditos?

Não. Quando a animação termina, os créditos sobem direto. Pode levantar da poltrona sem medo de perder nada.

Voando Alto é indicado para adultos sem crianças?

Depende do nível de tolerância. Quem curte animações europeias mais experimentais vai achar raso. Quem quer apenas um passatempo leve de fim de semana, cumpre o papel.

Pra quem é este filme:

  • Crianças de 6 a 10 anos que curtem animações com bichinhos falantes e lição de moral no final.
  • Pais procurando sessão de cinema curta, leve e sem violência real para um programa em família.
  • Fãs de animações europeias menos conhecidas, do tipo que apreciam títulos como Peter Pan e Logan Noir pela atmosfera, e não pela pirotecnia.