Veja o trailer do filme Mogli - O Menino Lobo
O que esperar do filme
Mogli é um garoto criado por lobos no meio da selva indiana. Ele cresce achando que pertence àquele lugar, até o tigre Shere Khan voltar com sede de vingança e caçar o que considera uma ameaça.
Para sobreviver, Mogli é obrigado a deixar a alcateia. Acompanhado da pantera Bagheera e do urso Baloo, ele parte numa travessia pela floresta, encontrando aliados, predadores e uma série de animais que não facilitam a vida de ninguém.
É um remake do clássico animado de 1967, só que todo filmado com captura de movimento e CGI. O único rosto humano em cena é o de Neel Sethi, que segura o papel de protagonista entre feras digitais.
Estreia e legado
Mogli - O Menino Lobo foi lançado nos Estados Unidos em abril de 2016, mas a estreia brasileira aconteceu em 26 de agosto de 2020, em uma reexibição especial nos cinemas.
Produzido pela Disney e dirigido por Jon Favreau, o filme revive a adaptação de 1967 assinada por Wolfgang Reitherman, que por sua vez vinha do livro de Rudyard Kipling.
A produção faturou mais de 966 milhões de dólares no mundo, deu origem à sequência O Livro da Selva (2018) e abriu caminho para o ciclo de remakes live-action da Disney. Foi indicado ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais, prêmio que acabou indo para O Livro da Selva de 2016, ou seja, para ele mesmo.
Hoje é lembrado como o filme que provou que o estúdio conseguia transformar animação clássica em blockbuster digital sem perder o carisma dos personagens originais.
Vale o ingresso?
Ponto alto: os efeitos visuais impressionam mesmo quase dez anos depois, e a voz de Bill Murray como Baloo é um achado de casting. As paisagens digitais da selva têm profundidade de foto real.
Ponto alto: o elenco adulto é absurdo. Idris Elba impõe terror como Shere Khan, Ben Kingsley dá classe a Bagheera e Scarlett Johansson cria uma Kaa sedutora e perturbadora.
Ponto fraco: o roteiro é raso. A história segue um arco tão previsível que até crianças mais atentas vão adivinhar o final antes da metade.
Ponto fraco: a animação dos animais, embora bonita, repete poses e enquadramentos da versão 1967 em alguns momentos, o que tira um pouco da sensação de filme novo.
Curiosidades dos bastidores
- O filme foi gravado inteiramente em um estúdio em Los Angeles, com exceção do garoto Neel Sethi. Toda a selva, animais e cenários são digitais.
- Giancarlo Esposito interpreta Akela, o líder da alcateia de lobos, em uma participação curta mas marcante.
- Foi a primeira grande produção da Disney a usar a tecnologia de captura de performance que depois seria aplicada em O Rei Leão de 2019.
- A versão de 1967 também creditada aqui é a única animação da Disney com a qual Wolfgang Reitherman trabalhou como diretor solo nos três longas seguidos, incluindo Mogli.
Perguntas frequentes
Mogli - O Menino Lobo tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina logo após a resolução do conflito com Shere Khan e o retorno à selva, sem teasers ou cenas extras.
Mogli é adequado para crianças pequenas?
Sim. Tem classificação livre e a violência é leve, mas cenas com a cobra Kaa e o tigre podem assustar crianças muito sensíveis, abaixo de 5 anos.
Qual a diferença entre Mogli 2016 e O Livro da Selva 2018?
Mogli é a refilmagem em inglês com o título traduzido para o Brasil. O Livro da Selva de 2018 é a sequência derivada, dirigida por Jon Favreau, focada em Mogli adulto e com tono mais sombrio.
Pra quem é este filme:
- Crianças entre 5 e 12 anos que estão começando a descobrir os clássicos Disney em versão moderna.
- Fãs de aventura visual que curtem blockbusters com peso de produção, no estilo do que Favreau fez em Ave, César! no elenco e Capitão América 2 na direção de escala.
- Pais que querem um programa de família leve, com classificação livre e mensagem ecológica sobre respeito à natureza.
Título original: The Jungle Book
País de origem: EUA
Data do lançamento: 26/08/2020
Distribuidora: Disney
Diretor: Jon Favreau, Wolfgang Reitherman
Principais atores: