Veja o trailer do filme Logan

Logan

Logan

Sobre o que é Logan

Em 2029, os mutantes estão praticamente extintos. Hugh Jackman volta a vestir as garras de Wolverine, mas desta vez como um sujeito cansado, com o corpo falhando e bebendo demais para aguentar a dor.

Ele dirige limusine em esconderijos próximos à fronteira mexicana, ao mesmo tempo em que cuida do nonagenário Patrick Stewart como Charles Xavier, que sofre de uma doença degenerativa que torna seu poder telepático instável e perigoso.

A vida sem sentido de Logan muda quando aparece Elizabeth Rodriguez como Gabriela, uma mulher desesperada que precisa levar a pequena Laura Kinney (Dafne Keen) para um lugar seguro. Laura é uma mutante criada em laboratório, cópia genética de Wolverine, que carrega as mesmas garras e fúria.

O problema: Boyd Holbrook como Donald Pierce, um mercenário frio, está no encalço dos dois. O que segue é uma road movie violenta pelas estradas poeirentas do Texas e do Novo México, com Logan se recusando a voltar a ser herói enquanto o destino de Laura puxa ele de volta à ativa.

Linha do tempo e legado

Logan chegou aos cinemas brasileiros em 2 de março de 2017, distribuído pela 20th Century Fox, como o décimo filme da franquia X-Men e o terceiro solo de Wolverine. O longa marcou a despedida de Hugh Jackman do papel que ele interpretou por 17 anos, começando em X-Men (2000).

O filme foi um divisor de águas: foi o primeiro da franquia com classificação R (restrito a maiores de 17 anos nos EUA, 16 anos no Brasil), com violência explícita, linguagem pesada e temas adultos. Recebeu indicação ao Oscar de Roteiro Adaptado, feito raro para um blockbuster de ficção científica.

Em 2017, a Fox lançou também Logan Noir, uma versão em preto e branco exibida em cinemas selecionados, que reforçou o tom de faroeste moderno do filme. Hoje, Logan é lembrado como um dos pontos altos do cinema de super-herói e referência obrigatória para quem discute o amadurecimento de franquias baseadas em quadrinhos.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a transformação de Wolverine em anti-herói frágil, com Hugh Jackman entregando uma atuação contida e dolorida, diferente de tudo que ele havia feito antes na franquia. A química entre ele, Patrick Stewart e Dafne Keen é o coração do filme.

Ponto alto: a direção de James Mangold, que mistura faroeste, road movie e drama familiar, com cenas de ação secas e violentas que se diferenciam do estilo Marvel.

Ponto fraco: o segundo ato perde fôlego em alguns momentos, com diálogos expositivos demais e um ritmo mais lento antes do clímax.

Ponto fraco: o roteiro deixa algumas pontas soltas, especialmente sobre a origem e o paradeiro de outros mutantes no futuro.

  • Hugh Jackman chegou a se aposentar do papel em 2014, mas foi convencido pelo roteiro de James Mangold a voltar, com a condição de que o filme fosse classificado como R.
  • Dafne Keen foi escolhida entre mais de 900 candidatas e fez seu próprio treino de combate antes das filmagens, sem dublê nas cenas mais pesadas.
  • A sequência de abertura em 1845, filmada em estilo mudo com cores dessaturadas, é uma homenagem direta a vários faroestes clássicos, entre eles Duro de Matar: Um bom dia para morrer e o cinema de Sergio Leone.

Logan tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina com uma cena final fechada e emocional, e os créditos finais rolam sem nenhuma cena extra, ao contrário de boa parte dos longas de super-herói.

Logan é o último filme do Wolverine?

Foi o último filme de Hugh Jackman como Wolverine, encerrando a jornada iniciada em X-Men (2000). O ator só voltou ao personagem em Deadpool & Wolverine (2024), mas em outro contexto.

Preciso ter visto os outros filmes dos X-Men para entender Logan?

Não. O longa funciona de forma independente, ambientado em um futuro em que os mutantes quase sumiram, e apresenta o contexto necessário para novos espectadores acompanharem a trama.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de quadrinhos cansados de super-heróis bonzinhos que querem ver Wolverine mais próximo do material original.
  • Quem gosta de road movies violentos, com pegada de faroeste e dramas familiares pelo caminho.
  • Espectadores que curtem ação crua, classificação alta e vilões humanos, sem necessidade de efeitos visuais exagerados.