Veja o trailer do filme Kingsman: O Círculo Dourado

Kingsman: O Círculo Dourado

Kingsman: O Círculo Dourado

O que esperar do filme

Eggsy voltou, o terno continua impecável, e o mundo precisa ser salvo de novo. Em Kingsman: O Círculo Dourado, a agência britânica é praticamente dizimada, e o agente Taron Egerton parte rumo aos Estados Unidos em busca de aliados.

O diretor Matthew Vaughn repete a dose de estilização que consagrou o primeiro longa: câmera lenta, coreografias cirúrgicas, trilha sonora anacrônica e humor debochado.

A mistura de espionagem e ação continua, mas agora com a parceria inesperada da agência americana Statesman, seus códigos country e whisky como arma letal.

Quando estreou e por que ainda importa

Chegou aos cinemas brasileiros em 28 de setembro de 2017, distribuído pela 20th Century Fox, três anos depois do fenômeno Kingsman: Serviço Secreto.

Foi um dos blockbusters de ação mais aguardados daquele segundo semestre, apostando na combinação de elenco global (Channing Tatum, Pedro Pascal, Jeff Bridges, Halle Berry) com a marca registrada de Vaughn.

Hoje, é lembrado como o capítulo que expandiu o universo Kingsman e abriu caminho para o spin-off The King's Man, além de cultuar a participação hilária de Elton John como ele mesmo.

Entre os números marcantes: a cena na cabine da montanha-russa, o confronto na cerimônia do Grammy e a perseguição de corda entre os espigões de Londres.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a inventividade das cenas de ação, principalmente a sequência do cativeiro de Elton John, funciona como uma espécie de curta-metragem independente dentro do filme, e ainda entrega uma das piadas mais bem construídas da franquia.

A direção de arte segue caprichada: cenários coloridíssimos, figurinos absurdos e uma trilha sonora pop que costura a narrativa com ironia afiada.

Ponto fraco: o roteiro tropeça no próprio excesso. São 141 minutos para uma história que não precisava de tanto fôlego, e o terceiro ato se apoia demais em recursos visuais em vez de resolver conflitos.

Julianne Moore, como a vilã Poppy, desperdiça potencial com um plano megalomaníaco que soa mais cômico do que ameaçador.

Curiosidades de bastidores

  • Elton John aparece como ele mesmo em uma sequência que levou mais de três meses de planejamento e foi rodada em Londres com direito a dublês profissionais.
  • O diretor Matthew Vaughn já tinha em mente uma trilogia antes mesmo da estreia do primeiro Kingsman, em 2014.
  • Pedro Pascal interpreta o agente Whiskey com sotaque texano, embora o ator seja chileno-americano e tenha aprendido o sotaque especialmente para o papel.

Perguntas frequentes

Kingsman: O Círculo Dourado é melhor que o primeiro filme?

Divide opiniões. A crítica e o público consideram o primeiro mais enxuto e surpreendente. O segundo capricha no visual e nas piadas, mas alonga demais a duração.

Tem cena pós-créditos?

Sim, há uma cena rápida no final, mas funciona mais como aperitivo para possíveis continuações do que como conteúdo essencial para a trama principal.

Preciso ter assistido o primeiro Kingsman para entender?

Não é obrigatório, mas ajuda bastante. Referências ao treinamento de Eggsy, ao passado de Harry Hart e ao universo da agência ficam mais ricas para quem viu Kingsman: Serviço Secreto.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de espionagem estilizada que curtem paródia dos clássicos do gênero, como Ave, César!
  • Quem acompanha cultura pop, quadrinhos e o trabalho de Matthew Vaughn em blockbusters autoconscientes
  • Espectadores que buscam entretenimento leve, com humor ácido, sem compromisso com realismo