Veja o trailer do filme Fúria de Titãs

Fúria de Titãs

Fúria de Titãs

Do trono dos deuses ao pescoço de um monstro

Meio-mortal, meio-deus. Perseu é o tipo de protagonista que o cinema de fantasia ama: criado entre humanos, marcado por uma profecia, criado para questionar os deuses em vez de adorá-los.

Em Fúria de Titãs, o Sam Worthington interpreta um Perseu que perdeu a mãe, ganhou uma raiva silenciosa do Olimpo e parte em uma missão aparentemente impossível: matar a Medusa, enfrentar o Kraken e ainda salvar a princesa Gemma Arterton como Andrômeda.

A premissa é direta, sem firulas. O longa usa a mitologia grega como pano de fundo para um filme de ação com criaturas enormes, estética sombria e um conflito familiar nada modesto entre Zeus, Hades e Poseidon.

É aventura old school, com cara de épico dos anos 80, mas embalada com CGI pesado dos anos 2010.

Linha do tempo de um semideus

Fúria de Titãs chegou aos cinemas brasileiros em 21 de maio de 2010, duas semanas após a estreia norte-americana. Foi a aposta da Warner Bros para concorrer com o apogeu de Harry Potter e o Cálice de Fogo e se apoiar no filão dos remakes de clássicos dos anos 80.

Refilmagem do longa homônimo de 1981, dirigido por Desmond Davis, a versão de 2010 trocou o stop-motion pelo CGI e entregou números razoáveis nas bilheterias mundiais, embora a recepção crítica tenha sido gelada. O longa colecionou indicações ao Framboesa de Ouro, incluindo Pior Filme e Pior Ator para Worthington.

Hoje, é lembrado como um filme pipoca funcional, mas que abriu caminho para a sequência Fúria de Titãs 2 e para o subgênero de blockbusters baseados em mitologia, na esteira do que Ave, César! satirizaria anos depois.

Para o público brasileiro, virou sinônimo de sessão de sábado à tarde com tela enorme e som no talo.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o elenco veterano eleva qualquer cena parada. Liam Neeson impõe presença como Zeus, Ralph Fiennes finalmente tem um vilão à altura do seu talento e a Medusa, com design de Nick Dudman, é genuinamente assustadora.

As batalhas contra as harpias, o Kraken e o próprio Caronte funcionam no modo espetáculo puro.

Ponto fraco: o roteiro é raso, os diálogos esquecíveis e a direção de Louis Leterrier é burocrática demais, sem identidade visual marcante. A conversão 3D, feita às pressas, irritou público e crítica.

É entretenimento competente, mas não ousa.

Bastidores

  • A conversão para 3D foi feita em apenas oito semanas, bem abaixo do padrão da época, e gerou processo judicial entre a Warner e diversos cinemas.
  • Mads Mikkelsen, Nicholas Hoult e Mads Mikkelsen quase não aparecem no corte final, mesmo com presença confirmada em trailers.
  • A Medusa foi inspirada em designs rejeitados do filme O Retorno da Múmia, reaproveitados aqui por Nick Dudman, veterano dos efeitos de Harry Potter.

Perguntas frequentes

Fúria de Titãs tem cena pós-créditos?

Não. O longa termina com a derrota do Kraken e o destino de Perseu resolvido, sem teasers extras. Fúria de Titãs 2 funciona como continuação direta, não como gancho escondido.

Fúria de Titãs é bom ou ruim?

É entretenimento honesto para quem busca fantasia de ação sem pretensão. Não é brilhante, mas cumpre o papel de filme pipoca com elenco forte e criaturas competentes.

Fúria de Titãs é baseado no filme de 1981?

Sim, é um remake do longa de 1981 com Laurence Olivier no elenco, dirigido por Desmond Davis. A versão 2010 atualiza a mitologia com CGI pesado e tom mais sombrio.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de mitologia grega que cresceram com God of War, Hades e Percy Jackson e querem ver Perseu no cinema.
  • Quem assistiu Harry Potter e a Ordem da Fênix e quer mais magia com escala de blockbuster.
  • Curiosos pela fase pré-Duna de Sam Worthington no papel de herói monolíngue de ação.