Veja o trailer do filme Ave, César!
O que é Ave, César!?
Ave, César! é uma sátira ao velho Hollywood escrita e dirigida por Ethan Coen e Joel Coen. A história se passa em 1951 e acompanha Eddie Mannix, o chefe de produção do estúdio Capitol Pictures.
Eddie é o cara que resolve tudo: problemas em cena, casamentos desfeitos, escândalos com a imprensa e estrelas sumidas. A confusão começa quando George Clooney como Baird Whitlock, astro de épicos religiosos, some do set depois de ser raptado por um grupo de roteiristas intelectuais.
O filme se desdobra em esquetes que imitam os gêneros clássicos do cinema da Era de Ouro: musical aquático, western, drama de época,歌舞片 e até filme de guerra. O resultado é um mosaico metalinguístico que usa a comédia para homenagear os bastidores que o público nunca vê.
Estreia e legado do filme
Ave, César! chegou aos cinemas brasileiros em 16 de março de 2017, depois de estrear nos Estados Unidos em fevereiro de 2016. É o décimo sétimo longa dos irmãos Coen, lançado após o sucesso de Inside Llewyn Davis e antes do silêncio de quatro anos que antecedeu A Balada de Buster Scruggs.
Foi indicado a dois Oscars: Melhor Direção de Arte e Melhor Ator Coadjuvante (Josh Brolin, que não ganhou). A recepção foi morna na bilheteria, com cerca de 63 milhões de dólares no mundo, mas crítica majoritariamente positiva. Sites agregadores registraram nota em torno de 80 no Metacritic e 7,2 no IMDb.
Hoje, o longa é lembrado como uma das comédias mais densas sobre Hollywood dentro do próprio Hollywood, e ganha valor a cada releitura, já que depende de repertório cinéfilo.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a reconstrução visual da Era de Ouro é cirúrgica. Os números musicais, em especial a sequência de Channing Tatum em No Dames, funcionam como mini-curtas autocontidos que poderiam ser lançamentos do próprio estúdio fictício. O elenco é um verdadeiro quem é quem de Hollywood: Scarlett Johansson, Tilda Swinton em gêmeas rivais, Ralph Fiennes como diretor rabugento e Jonah Hill em ponta cômica ácida.
Ponto fraco: a trama principal do sequestro é um pretexto fino. O segundo ato perde fôlego porque as subtramas se acumulam sem convergir, e várias piadas pedem conhecimento prévio de astros e filmes dos anos 1950. Quem entra no escuro sem repertório de cinema clássico pode achar o ritmo lento.
Curiosidades de bastidores
- O título faz trocadilho com a saudação latina Ave Caesar e com o clássico épico Ben-Hur, citado como referência visual direta no longa.
- A sequência de Channing Tatum como Gene Kelly dançando no convés foi coreografada pelo próprio ator com meses de ensaio secreto e virou a cena mais lembrada do filme.
- Dolph Lundgren aparece em ponta como o professor de latim que consola o sequestrado Clooney, uma das piadas mais estranhas e adoradas pelos fãs.
Perguntas frequentes
Ave, César! é engraçado? Sim, mas o humor é cerebral e cita referências. Quem conhece cinema clássico dos anos 1950 ri mais alto; o público casual pode achar lento.
Josh Brolin ganhou o Oscar por este filme? Não. Ele foi indicado a Melhor Ator Coadjuvante no Oscar 2017, mas o prêmio ficou com Mahershala Ali por Moonlight.
Ave, César! tem cena pós-créditos? Não. Os créditos finais sobem logo após a resolução do sequestro e o epílogo do estúdio, sem teaser extra.
Pra quem é este filme:
- Cinéfilos obcecados por Hollywood antigo: quem devora livros sobre a era dos estúdios, assiste TCM e decora paredes com cartazes de filmes de Gene Kelly e Kirk Douglas vai reconhecer cada pastiche.
- Fãs dos irmãos Coen: o humor seco, os diálogos truncados e a obsessão por detalhes de ofício são marcas registradas, perceptíveis em Os Oito Odiados e no restante da filmografia.
- Leitores da revista Cahiers du Cinéma: quem prefere narrativa de processo, montagem por justaposição e metalinguagem sai mais feliz que quem busca comédia de pastelão clássica.
Título original: Hail, Caesar!
País de origem: EUA, Irlanda, Grã-Bretanha
Data do lançamento: 16/03/2017
Distribuidora: Universal Pictures
Diretor: Ethan Coen, Joel Coen
Principais atores: