Veja o trailer do filme Trainspotting - Sem Limites
Escolha vida
Em Edimburgo, na Escócia dos anos 90, o jovem Renton (Ewan McGregor) leva uma vida guiada pela heroína e pela influência de quatro amigos de personalidade forte.
O quarteto inclui Sick Boy, o cínico fã de Sean Connery; Tommy, o atleta certinho; Spud, o bobalhão de bom coração; e Begbie, um sociopata explosivo que não usa drogas, mas bebe e agride com a mesma intensidade.
Entre trens, becos e noites em pubs, o grupo vive um cotidiano de pequenos golpes, overdoses e lealdades tortas, com a estudante Diane (Kelly Macdonald) como contraponto de normalidade na vida de Renton.
O longa é uma adaptação do romance de Irvine Welsh e marcou época ao retratar a dependência química sem moralismo barato, com humor ácido e estética agressiva.
Estreia e legado
Trainspotting chegou ao circuito britânico em 23 de fevereiro de 1996 e ao Brasil em 31 de dezembro de 1995 pela Alpha Filmes, tornando-se rapidamente um fenômeno cultural que ultrapassou o público de drama e policial.
O impacto foi absurdo: colocou Ewan McGregor no mapa, consagrou o diretor Danny Boyle e ditou moda, trilha sonora e comportamento por anos.
Foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado e venceu o BAFTA. A trilha sonora, com Iggy Pop, Underworld e Lou Reed, virou objeto de desejo colecionável.
Hoje, quase três décadas depois, segue como referência obrigatória de drama sobre vício e foi revisitado na sequência T2: Trainspotting, lançada em 2017 com o mesmo elenco principal.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a direção de Danny Boyle transforma um tema pesado em um mosaico de imagens e cortes que hipnotiza. A cena do vaso sanitário e a viagem de overdose viraram aulas de cinema.
O elenco está afiadíssimo: Ewan McGregor carrega o filme com carisma ambíguo, e Robert Carlyle rouba todas as cenas em que aparece como Begbie.
A trilha sonora é praticamente um personagem à parte, perfeita em cada momento.
Ponto fraco: o ritmo acelerado e a estética grunge podem cansar quem prefere narrativas mais contemplativas. Algumas sequências de uso de drogas são explícitas e desconfortáveis de verdade, não estilizadas como parecem à distância.
Também não espere um drama convencional: o humor é tão negro que beira o choque, e personagens simpáticos cometem atos impensáveis sem aviso.
Curiosidades
- Foi a estreia no cinema de Kelly Macdonald, descoberta pelo próprio Danny Boyle num pub de Glasgow, onde a estudante de 19 anos tomava milk-shake de banana.
- O autor Irvine Welsh faz uma ponta no filme, como o traficante Mikey Forrester.
- A famosa cena do vaso sanitário foi inspirada em uma experiência real de dependência e exigiu um cenário gigante construído especialmente para o mergulho da câmera.
Perguntas frequentes
Trainspotting - Sem Limites tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina de forma abrupta e fechada, sem teasers extras. Quem quiser continuação precisa ir direto para T2: Trainspotting, de 2017.
Trainspotting - Sem Limites é baseado em livro?
Sim, é a adaptação do romance de estreia de Irvine Welsh, publicado em 1993 com o mesmo título. Welsh inclusive aparece no filme.
Qual a classificação etária do filme?
No Brasil, o longa é classificado para 14 anos, por causa de conteúdo sexual explícito, uso ostensivo de drogas e violência.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema de autor britânico e estética anos 90 dispostos a sair da zona de conforto
- Quem curte dramas densos sobre vício, amizade e escolhas ruins, com humor ácido no meio
- Admiradores da filmografia de Danny Boyle que já viram Sunshine - Alerta Solar e T2: Trainspotting
Título original: Trainspotting
País de origem: Inglaterra
Data do lançamento: 31/12/1995
Distribuidora: Alpha Filmes Ltda
Diretor: Danny Boyle
Principais atores: