Veja o trailer do filme Sunshine - Alerta Solar

Sunshine - Alerta Solar

Sunshine - Alerta Solar

Sobre o que é Sunshine - Alerta Solar

O Sol está morrendo. A humanidade, portanto, também. Essa é a premissa crua de Sunshine - Alerta Solar, sci-fi cerebral lançado por Danny Boyle em 2007.

A nave Icarus II carrega uma bomba atômica do tamanho de Manhattan com a missão de reacender a estrela. Oito astronautas assumem uma viagem sem contato com a Terra. Tudo muda quando eles captam o sinal de S.O.S. da Icarus I, missão anterior que sumiu há sete anos.

Resumindo: a tripulação precisa decidir se segue o plano original ou arrisca tudo para investigar a nave fantasma. A decisão vai jogar a Icarus II numa espiral de panes, dilemas e mortes.

Linha do tempo e legado

Sunshine estreou nos cinemas em 13 de abril de 2007, três anos depois do cultuado 28 Days Later, primeiro grande êxito pós-Trainspotting de Danny Boyle. Foi pensado como parte de uma trilogia sci-fi do diretor, mas os planos morreram em função da recepção morna nas bilheterias.

Mesmo sem ganhar o público em 2007, o tempo foi generoso com o longa. Hoje, é citado como referência obrigatória ao lado de Perdido em Marte e citado por cineastas como um dos sci-fis físicos mais bonitos dos anos 2000.

Sem Oscars, sem palmas em Cannes, mas com um status cult sólido entre fãs de ficção científica de ideias e não só de efeitos.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a primeira hora é praticamente irresistível. Boyle usa o Sol como personagem, Cillian Murphy segura o peso da dúvida cósmica no rosto, e a trilha sonora de John Murphy e Underworld transforma a radiação em trilha eletrônica.

Ponto alto 2: o design de som e a direção de arte vendem o vácuo, o calor, a claustrofobia. Você sente a pressão subir junto com a tripulação.

Ponto fraco: o terceiro ato quebra o tom. O filme vira terror slasher quase do nada, troca o dilema filosófico por sustos baratos e abandona a elegância que tinha construído até ali. É a mesma mudança de registro que rendeu muitas críticas na estreia.

Vale o ingresso? Sim, mas vá sabendo do solavanco. É um sci-fi A+ nos dois primeiros atos e um C honesto no terceiro.

  • O roteiro nasceu como o primeiro filme de uma trilogia sci-fi de Danny Boyle, chamada "Science Fiction", mas a sequência foi engavetada.
  • O físico Brian Cox, da Universidade de Manchester, foi consultor do roteiro para garantir que a aproximação do Sol e a física da bomba parecessem minimamente críveis.
  • Toda a iluminação do Sol nas cenas externas foi simulada em estúdio com lâmpadas de avião modificadas, porque filmar perto da estrela obviamente não era uma opção.

Sunshine - Alerta Solar é bom? Sim, é um dos sci-fis subestimados mais bonitos dos anos 2000, com duas horas de tensão cósmica e um elenco em estado de graça. O terceiro ato derrapa, mas não estraga o que veio antes.

Sunshine - Alerta Solar é do mesmo diretor de Trainspotting? Exato. Danny Boyle, de Trainspotting - Sem Limites e Steve Jobs, dirige o longa, e a assinatura dele aparece no corte nervoso e na trilha eletrônica pulsante.

Sunshine - Alerta Solar tem cena pós-créditos? Não. O longa termina antes dos créditos finais, sem teaser, sem gancho, sem easter egg escondido. Quando acabar, acabou.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de sci-fi físico e intelectual, que acham 2001 subestimado e amam a ideia de filme cujo vilão é uma equação.
  • Devotos de Danny Boyle e da estética pós-Trainspotting, interessados em conferir o perfil cinematográfico do diretor fora da realidade britânica.
  • Curiosos pela filmografia inicial de Cillian Murphy, Chris Evans e Michelle Yeoh, todos antes de virarem nomes de blockbuster global.