Veja o trailer do filme T2: Trainspotting
O que é T2: Trainspotting
Vinte anos depois dos eventos de Trainspotting - Sem Limites, Renton (Ewan McGregor) retorna a Edinburgh fingindo ter mudado de vida. Emprego estável, longe da heroína e em paz com o mundo. O problema é que nenhum dos amigos sobreviveu aos anos 2000 tão bem assim.
Sick Boy (Jonny Lee Miller) toca um bar de fachada, Spud (Ewen Bremner) continua se picando, e Begbie (Robert Carlyle) cumpre pena atrás das grades. O reencontro é uma bomba-relógio.
Dirigido por Danny Boyle e adaptado do livro Porno, de Irvine Welsh, o filme trata de envelhecer, de escolhas que não voltam atrás e de descobrir que o passado cobra juros altos.
Estreia e legado
T2: Trainspotting chegou aos cinemas brasileiros em 23 de março de 2017, em meio a uma onda de nostalgia pop que também dominava títulos como Mulher-Maravilha e A Bela e a Fera.
Originalmente, o primeiro Trainspotting explodiu em 1996, virou cult absoluto, emplacou a icônica cena do fundo do vaso sanitário e definiu uma geração de drama britânico com trilha sonora atemporal.
A sequência estreou no Festival de Berlim e foi indicada ao BAFTA de Melhor Roteiro Adaptado. A crítica europeia recebeu bem, ainda que com ressalvas sobre o ritmo arrastado em comparação ao original. Hoje, é lembrado como um retrato honesto do amadurecimento, mesmo que melancólico, dos seus personagens.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o retorno do elenco original é cirúrgico. Ewan McGregor, Jonny Lee Miller, Ewen Bremner e Robert Carlyle reencontraram a química de 1996, e a direção de Danny Boyle mantém a assinatura visual frenética, cortes rápidos e uma montagem que respira britpop.
As cenas com Spud tentando largar a heroína são de longe o melhor momento do filme, pequenas tragédias domésticas filmadas com delicadeza incomum em um longa de ação e drama.
Ponto fraco: o roteiro aposta em um ritmo contemplativo que destoa da urgência do primeiro. Algumas subtramas — como o affair com Veronika (Anjela Nedyalkova) e o golpe do banheiro químico — alongam demais a narrativa.
O longa também vive à sombra do original, e a sensação de repetição estilística é difícil de ignorar. Funciona melhor como capítulo final do que como filme independente.
Curiosidades
- O próprio Irvine Welsh, autor do livro Porno, faz uma participação rápida no filme como o corretor imobiliário Mikey Forrester.
- A abertura, com a icônica cena do atleta correndo ao som de Lust for Life, foi coreografada para lembrar — sem copiar — a sequência clássica de 1996.
- Danny Boyle só aceitou dirigir T2 com a garantia de que o elenco original retornasse inteiro, sem substitutos.
Perguntas frequentes
T2: Trainspotting é sequência ou remake?
É sequência direta de Trainspotting - Sem Limites (1996), continuando a história vinte anos depois, sem repetir a trama.
Preciso ter visto o primeiro Trainspotting para entender?
É altamente recomendado. O filme depende da memória emocional do original e de várias referências a cenas icônicas de 1996.
T2: Trainspotting tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina de forma conclusiva, sem cenas extras após os créditos.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema britânico dos anos 90 que assistiram Trainspotting na época e querem revisitar Edinburgh.
- Leitores de Irvine Welsh interessados em ver a adaptação de Porno, livro menos conhecido que o Trainspotting original.
- Quem curtiu dramas sobre amizade masculina disfuncional no estilo de Steve Jobs e outros longas de Danny Boyle como Sunshine - Alerta Solar.
Título original: T2: Trainspotting
País de origem: Reino Unido
Data do lançamento: 23/03/2017
Distribuidora: Sony Pictures
Diretor: Danny Boyle
Principais atores: