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A Conquista do Oeste

A Conquista do Oeste

Faroeste Duração: 2h 44min

O épico da família que atravessou a fronteira americana

A Conquista do Oeste acompanha quatro gerações da família Prescott entre 1839 e 1889. Tudo começa quando Zebulon Prescott parte em busca de terra no Oeste selvagem.

A saga atravessa décadas: a corrida do ouro, a Guerra Civil, a construção da ferrovia transcontinental, a conquista do vale fértil e a chegada dos colonos. A narrativa une piratas de rio, índios, assaltantes de trem e a linha de frente da guerra.

Produzido pela MGM em 1962, o filme foi rodado em Cinerama, um formato widescreen de três câmeras que exigia produção quase circense. As locações externas no Rio Colorado e em Glacier National Park dão à imagem uma escala poucas vezes vista em estúdio.

Para os fãs de faroeste clássico, é praticamente um catálogo vivo do gênero em sua era de ouro.

Estréia nos cinemas, legado e premiações

Estreou em 10 de dezembro de 1962 nos Estados Unidos, chegando ao Brasil pouco depois. Foi pensado como uma grande atração de feira mundial, exibido originalmente em Cinerama em apenas poucos cinemas no mundo.

A produção custou cerca de 14 milhões de dólares, valor recorde para a época, e foi uma das apostas mais ambiciosas da MGM. Venceu três Prêmios Oscar: Mixagem de Som, Roteiro Original e a lendária trilha sonora de Alfred Newman, conduzida por uma orquestra completa e coro gravado no exterior.

Ao longo das décadas virou referência obrigatória para qualquer discussão sobre Três Homens em Conflito e outros épicos de western. Continua sendo exibido em mostras, festivais e relançamentos em tela grande, sempre lembrado como o ponto alto do faroeste coletivo.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a reunião de astros. James Stewart, John Wayne, Henry Fonda, Gregory Peck e Karl Malden no mesmo filme é um evento por si só. As locações naturais no Cinerama seguem impressionando.

Ponto fraco: o roteiro episódico, dividido entre quatro diretores, deixa alguns personagens pouco desenvolvidos. O ritmo oscila entre momentos grandiosos e cenas de transição arrastadas.

É um filme para ver com paciência de 164 minutos, ideal em tela grande.

Curiosidades de bastidores

  • O filme foi rodado em três câmeras Cinerama simultâneas, e o diretor John Ford só conseguiu adaptar seu estilo ao formato no terceiro segmento.
  • Spencer Tracy nunca apareceu pessoalmente no filme: toda sua presença foi gravada depois, com ele lendo o texto contra uma tela preta.
  • Antes de Bravura Indômita, o longa já tinha encenado uma das mais espetaculares cenas de ataque de trem já feitas, com figurantes, explosivos e fumaça real no Rio Colorado.

Perguntas frequentes

A Conquista do Oeste ganhou o Oscar?

Sim, venceu três estatuetas em 1964: Mixagem de Som, Roteiro Original e Trilha Sonora, esta última para Alfred Newman.

Quantos diretores tem o filme?

Quatro. John Ford, Henry Hathaway, George Marshall e Richard Thorpe dividem a direção, um por segmento.

É o mesmo universo de Sete Homens e um Destino?

Não diretamente, mas ambos são faroestes coletivos com elencos enormes. Sete Homens e um Destino é um remake de Os Sete Magníficos, e compartilha com A Conquista do Oeste o espírito de reunião de astros em torno de uma trama clássica.

Pra quem é este filme:

  • Apaixonados por faroeste clássico em busca de marcos do gênero.
  • Fãs de épicos históricos com foco em história americana do século XIX.
  • Amantes de grandes elencos coletivos e sessões cinefilas em tela grande.