George Marshall

General de Exército George Catlett Marshall Jr. (31 de dezembro de 1880 – 16 de outubro de 1959) foi um militar e diplomata estadunidense. Ascendeu na hierarquia do Exército dos Estados Unidos até se tornar chefe do Estado-Maior do Exército dos Estados Unidos durante os governos dos presidentes Franklin D. Roosevelt e Harry S. Truman, exercendo posteriormente os cargos de secretário de Estado e secretário de Defesa durante o governo Truman. Winston Churchill elogiou Marshall como o "organizador da vitória" por sua liderança na vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial. No ano seguinte, tentou, sem sucesso, impedir a retomada da Guerra Civil Chinesa. Como secretário de Estado, Marshall defendeu o compromisso econômico e político dos Estados Unidos com a reconstrução da Europa no pós-guerra, incluindo o Plano Marshall, que recebeu seu nome. Em reconhecimento a esse trabalho, recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1953, tornando-se o único general do Exército a conquistar essa distinção.

Nascido em Uniontown, na Pensilvânia, Marshall formou-se no Instituto Militar da Virgínia (VMI) em 1901. Recebeu sua patente de segundo-tenente de infantaria em fevereiro de 1902 e foi imediatamente enviado às Filipinas. Serviu nos Estados Unidos e no exterior em funções de responsabilidade crescente, incluindo as de comandante de pelotão e de companhia nas Filipinas durante a Guerra Filipino-Americana. Em 1907, obteve a melhor classificação entre os cinco alunos diplomados com honras no curso da Escola de Infantaria e Cavalaria, atual Escola de Comando e Estado-Maior do Exército dos Estados Unidos, e terminou em primeiro lugar na turma de 1908 da Escola de Estado-Maior do Exército, atual Escola de Guerra do Exército dos Estados Unidos. Em 1916, Marshall foi designado ajudante de ordens de J. Franklin Bell, comandante do Departamento do Oeste. Após a entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial, em 1917, continuou servindo com Bell, então comandante do Departamento do Leste. Foi designado para o estado-maior da 1.ª Divisão, auxiliando na mobilização e no treinamento da unidade nos Estados Unidos e no planejamento de suas operações de combate na França. Posteriormente, passou a integrar o estado-maior do quartel-general das Forças Expedicionárias Americanas, participando de maneira decisiva do planejamento das operações estadunidenses, incluindo a Ofensiva Meuse-Argonne.

Após servir na Primeira Guerra Mundial, Marshall tornou-se ajudante de ordens do chefe do Estado-Maior do Exército, John J. Pershing. Mais tarde, integrou o estado-maior do Exército, atuou como oficial executivo do 15.º Regimento de Infantaria na China e foi instrutor da Escola de Guerra do Exército dos Estados Unidos. Em 1927, tornou-se comandante-adjunto da Escola de Infantaria do Exército dos Estados Unidos, onde modernizou os procedimentos de comando e de estado-maior, mudanças que se mostraram muito importantes durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1932 e 1933, comandou o 8.º Regimento de Infantaria e o Forte Screven, na Geórgia. Entre 1936 e 1938, comandou a 5.ª Brigada, a 3.ª Divisão de Infantaria e o quartel de Vancouver, período em que foi promovido a general de brigada. Durante esse comando, também ficou responsável por 35 acampamentos do Corpo Civil de Conservação (CCC) no Oregon e no sul de Washington. Em julho de 1938, Marshall foi designado para a Divisão de Planos de Guerra do Departamento de Guerra e, posteriormente, tornou-se vice-chefe do Estado-Maior do Exército. Quando o chefe do Estado-Maior, Malin Craig, se aposentou, em 1939, Marshall assumiu interinamente o cargo antes de ser nomeado para exercê-lo efetivamente, permanecendo na função até o fim da guerra, em 1945.

Como chefe do Estado-Maior do Exército dos Estados Unidos, Marshall trabalhou em estreita colaboração com o secretário da Guerra, Henry L. Stimson, para organizar a maior expansão militar da história do país. Posteriormente, foi promovido ao posto de general de cinco estrelas, com a patente de general do Exército. Marshall coordenou as operações aliadas na Europa e no Pacífico até o fim da guerra. Além dos elogios de Winston Churchill e de outros líderes aliados, foi escolhido pela revista Time como Homem do Ano de 1943 e 1947. Marshall deixou suas funções regulares em 1945, mas permaneceu oficialmente no serviço ativo, conforme exigido dos detentores da patente de cinco estrelas. De 15 de dezembro de 1945 a janeiro de 1947, atuou como enviado especial à China, tentando, sem sucesso, negociar a formação de um governo de coalizão entre os nacionalistas de Chiang Kai-shek e os comunistas de Mao Tsé-Tung.

Como secretário de Estado entre 1947 e 1949, Marshall defendeu a reconstrução da Europa por meio de um programa que ficou conhecido como Plano Marshall, iniciativa pela qual recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 1953. Após deixar a Secretaria de Estado, presidiu a Comissão Americana de Monumentos de Batalha e a Cruz Vermelha Americana. Como secretário de Defesa, após o início da Guerra da Coreia, trabalhou para restabelecer a confiança e o moral das forças armadas, abalados pela desmobilização posterior à Segunda Guerra Mundial, e supervisionou a reorganização inicial das tropas para os combates na Coreia e as operações da Guerra Fria. Ao deixar a Secretaria de Defesa, Marshall retirou-se para sua residência na Virgínia. Morreu em 1959 e foi sepultado com honras militares no Cemitério Nacional de Arlington.