Veja o trailer do filme Sete homens e um destino

Sete homens e um destino

Sete homens e um destino

14 Ação Faroeste Aventura Duração: 2h 2min

O vilarejo encurralado e a contratação dos pistoleiros

Em uma cidadezinha mexicana dominada pelo medo, os habitantes vivem reféns de um bando de salteadores liderado por Calvera, que volta a cada temporada para cobrar sua fatia de comida, ouro e silêncio. Cansados do ciclo, três moradores sobem até a fronteira dos Estados Unidos em busca de pistoleiros que aceitem o trabalho.

Lá eles encontram Chris Adams, um caçador de recompensas vivido por Denzel Washington, que aceita a missão não pela grana, mas por uma necessidade de sentido que ele mesmo não sabe explicar. É a partir desse encontro que o filme encaixa as peças do seu elenco de astros, todos com motivos próprios para montar o grupo.

Um remake de 2016 com pedigree de clássico

Este Sete Homens e um Destino chegou aos cinemas brasileiros em 22 de setembro de 2016, apostando no público nostálgico do faroeste e na audiência dos nomes do elenco que viriam de Guardiões da Galáxia e Jurassic World.

O longa é refilmagem do clássico de 1960 estrelado por Yul Brynner e Steve McQueen, que por sua vez já era uma adaptação de Sete Samurais, de Akira Kurosawa. Manter esse pedigree é ao mesmo tempo a força e o peso do projeto: ele nunca tenta apagar a referência, mas também não faz questão de reinventá-la.

Crítica e público receberam de forma morna. Não é um fracasso nem um fenômeno, e essa modéstia combina com o tom geral do filme, que prefere ser eficiente a ser marcante.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a câmera de Antoine Fuqua, que segura bem o tiroteio final e transforma o vilarejo em um tabuleiro de poeira e pólvora. O elenco também ajuda. Denzel Washington carrega o peso de ser o líder com a gravidade de sempre, e Chris Pratt finalmente emplaca um papel cômico fora do cinemão de super-herói.

Ponto fraco: o roteiro não dá fôlego aos personagens coadjuvantes. Você sai do cinema lembrando dos atores, mas com dificuldade de citar o nome de metade dos sete. A trama também não escapa do didatismo moralista, com vilão e mocinhos bem demarcados em preto e branco.

É um faroeste que respeita o gênero sem empurrar seus limites. Para quem quer tiroteio, elenco bonito e 122 minutos bem conduzidos, entrega o que promete.

Curiosidades de bastidor

  • A trilha sonora é assinada por James Horner, compositor de Titanic e Avatar, que faleceu meses antes do lançamento do filme.
  • Este é o segundo remake ocidental de Sete Samurais: o primeiro foi o original de 1960 com Yul Brynner, e uma terceira versão, Sete Guerreiras, foi lançada em 2006.
  • As cenas no vilarejo foram filmadas em Baton Rouge, Louisiana, com a equipe transformando pastos e plantações em uma vila mexicana do século XIX.

Perguntas frequentes

Sete Homens e um Destino (2016) é bom?

É um faroeste sólido e bonito, com elenco forte e tiroteio competente. Não é um clássico, mas cumpre bem o papel de entretenimento de ação com a assinatura de faroeste.

Qual a diferença entre o filme de 2016 e o clássico de 1960?

A estrutura é a mesma, vinda de Sete Samurais. O que muda é o elenco, a violência mais estilizada, o ritmo mais acelerado e a ausência da trilha icônica de Elmer Bernstein na versão nova.

Sete Homens e um Destino tem cena pós-créditos?

Não. A projeção termina com a cena final do clímax e os créditos começam em seguida, sem gancho extra para um futuro filme.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de faroeste clássico que querem revisitar a história de Sete Samurais com cara de blockbuster moderno.
  • Acompanhantes da carreira de Denzel Washington, que aqui repete a parceria com o diretor Antoine Fuqua vista em O Voo e Trama Explosiva.
  • Público que gostou de Guardiões da Galáxia vol. 2 e quer ver Chris Pratt, Ethan Hawke e Pom Klementieff fora do universo de super-heróis e ficção científica.