Veja o trailer do filme Bravura Indômita
O que é Bravura Indômita
Mattie Ross tem 14 anos e acabou de perder o pai para uma bala covarde. Em vez de chorar em casa, ela aparece numa cidade do Arkansas com dinheiro no bolso e uma ideia fixa: contratar alguém para matar Tom Chaney.
O escolhido é o xerife Reuben J. Cogburn, um bêbado de olho vendado e pontaria certeira. A parceria improvável entre uma adolescente teimosa e um federal arruinado é o motor deste faroeste dirigido por Joel e Ethan Coen, remake nada nostálgico do clássico de 1969.
O roteiro vem direto do romance de Charles Portis e é narrado pela própria Mattie, hoje uma senhora. Isso dá ao filme um tom de memória, de alguém ajustando os fatos muitos anos depois — e obriga a história a ser contada com uma precisão quase jurídica.
Estreia e legado
Bravura Indômita chegou aos cinemas brasileiros em 11 de fevereiro de 2011, pouco depois da campanha de premiações nos EUA. Foi indicado a 10 Oscars, incluindo Filme, Diretor e Atriz Coadjuvante para Hailee Steinfeld, em sua estreia no cinema.
A única estatueta veio com Jeff Bridges, que levou o Oscar de Melhor Ator pelo papel de Cogburn. É um reconhecimento merecido, mas que acabou ofuscando o restante do elenco, especialmente a própria Steinfeld, hoje conhecida por papéis em Kingsman: O Círculo Dourado e na série Hawkeye.
Mais de uma década depois, o filme segue como referência obrigatória de faroeste revisionista. Fugiu do glamour de Hollywood e fez o oposto do faroeste de John Wayne de 1969, embora o próprio Wayne tenha vencido o Oscar por aquele papel.
Vale o ingresso?
Ponto alto: O trio central funciona muito bem. Jeff Bridges entrega um Cogburn sujo, cruel e com uma camada inesperada de covardia. Hailee Steinfeld segura as cenas mais densas sem nunca soar artificial.
A fotografia de Roger Deakins é outro destaque: luz natural, céu pesado e poeira constante que transformam o Oeste em algo inóspito.
Ponto fraco: O ritmo é lento. Quem busca tiroteio constante pode estranhar a opção dos Coen por deixar os confrontos respirarem.
O humor também é deliberadamente seco, quase monocórdio. Não espere os jogos de palavra de O Grande Lebowski.
Curiosidades
- Hailee Steinfeld foi escalada entre 15 mil candidatas. A performance lhe rendeu indicação ao Oscar mesmo o filme já tendo Jeff Bridges indicado a Melhor Ator.
- Os Coen gravaram em locações reais do Texas e do Novo México, sem uso de estúdio. A cavalgada de Mattie foi filmada em temperaturas abaixo de zero.
- Roger Deakins, diretor de fotografia, chegou a ser cotado ao Oscar pela nona vez com este filme, reforçando sua reputação como um dos maiores da história.
Perguntas frequentes
Bravura Indômita é baseado em fatos reais?
Não. O filme é adaptação do romance de Charles Portis, publicado em 1968. A história é ficcional, embora use o Arkansas e o Território Indígena como pano de fundo histórico real.
Qual a diferença entre Bravura Indômita 1969 e 2010?
A versão dos Coen é mais fiel ao livro, narrada por Mattie adulta, com menos humor escrachado e mais violência explícita. O longa de 1969 é mais aventuresco e leve, com John Wayne no papel principal.
Bravura Indômita tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com a narração de Mattie idosa e os créditos começam imediatamente em seguida.
Pra quem é este filme:
- Fãs de faroeste revisionista que apreciam um Oeste sem romantização, mais próximo de A Qualquer Custo do que de um clássico da Era de Ouro.
- Leitores do romance de Charles Portis e de literatura americana do século XIX, interessados em adaptação fiel e narração literária.
- Apreciadores do cinema dos irmãos Coen, acostumados com Ave, César! e O Grande Lebowski, dispostos a aceitar um ritmo mais contido em troca de precisão narrativa.
Título original: True Grit
País de origem: EUA
Data do lançamento: 11/02/2011
Distribuidora: PARAMOUNT PICTURES
Diretor: Ethan Coen, Joel Coen, Henry Hathaway, Ethan Coen e Joel Coen
Principais atores: