Virei um gato

Virei um gato

Do escritório para a caixa de areia

Tom Brand é o tipo de executivo que troca a festa de aniversário da filha por mais uma call de negócios. Em Virei um Gato, a vida dele dá um aviso brusco.

Depois de um acidente bizarro em uma loja de pets, o workaholic acorda preso no corpo de um gato. A premissa, claramente infantil, ganha tempero pelo olhar do diretor Barry Sonnenfeld, o mesmo de A Família Addams.

A comédia familiar usa a troca de corpos como desculpa para cutucar a relação pai-filha e o preço do sucesso corporativo.

Linha do tempo e legado

Estreou nos cinemas brasileiros em 16 de março de 2017, distribuído pela Diamond Films, em meio a um cardápio de blockbusters que incluiu O Poderoso Chefinho e Em Ritmo de Fuga.

Não chegou a arrancar elogios da crítica, mas cravou bilheteria razoável mirando o público infantil de férias.

Hoje é lembrado mais pela curiosidade de reunir Kevin Spacey como vilão corporativo e Jennifer Garner como mãe dedicada, em uma dobradinha típica de comédia feel-good dos anos 2010.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o filme aposta no humor físico do gato e nas reações exageradas de Kevin Spacey, o que diverte o público mirim sem exigir grande esforço intelectual.

As cenas com o felino têm timing cômico eficiente e a mensagem sobre priorizar a família funciona de forma direta.

Ponto fraco: o roteiro é previsível, os diálogos expositivos demais e a computação gráfica do gato não envelhece bem.

Cenas de fuga em altura com o animal beiram o ridículo, e o longa nunca encontra o tom adulto de clássicos como Beleza Americana.

Curiosidades de bastidor

  • O roteiro original se chamava My Dad Is from Moscow e mudou completamente de tom durante o desenvolvimento.
  • As cenas com o gato Misty foram gravadas com um felino de verdade, e a equipe precisou de três profissionais de adestramento em tempo integral.
  • A produção aproveitou locações do mesmo estúdio de A Família Addams, reforçando a marca visual de Barry Sonnenfeld no humor com clima sombrio.

Perguntas frequentes

Virei um Gato é um filme da Netflix?

Não. O longa teve lançamento nos cinemas pela Diamond Films em março de 2017, mesmo ano de Milagres do Paraíso e Elvis e Nixon, mas circulou em catálogos de streaming depois.

Virei um Gato tem cena pós-créditos?

Não. O encerramento é convencional e não há cenas extras após os créditos, então dá para levantar da poltrona assim que aparecem as letras finais.

Virei um Gato é bom para crianças?

Sim, funciona bem para o público entre 5 e 10 anos que curte animais. É menos indicado para quem busca algo mais ácido, no estilo de Love, Simon.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de comédia familiar leve: quem procura sessão pipoca com crianças pequenas, sem sustos e sem polêmica.
  • Amantes de pets: o público que consome vídeos de gatinhos nas redes e curte o universo de comportamento animal.
  • Curiosos do elenco dos anos 2010: fãs de Jennifer Garner em Alias e de Kevin Spacey em Seven: Os Sete Crimes Capitais (2025), que querem ver o astro em registro oposto, bem mais leve.

Título original: Nine lives

Data do lançamento: 16/03/2017

Distribuidora: Diamond Films

Diretor: Barry Sonnenfeld

Principais atores: