Veja o trailer do filme Em Ritmo de Fuga
O que é Em Ritmo de Fuga?
Um filme de ação com a marca autoral de Edgar Wright, onde o crime vira quase uma coreografia musical.
Baby é o piloto de fuga perfeito. Jovem, rápido e sempre de fone, ele tira歹徒 da linha de tiro enquanto dirige para o chefão Doc.
O problema é que Baby quer parar. E aí tudo complica: ele se apaixona pela garçonete Debora e descobre que, no mundo do crime, sair é tão perigoso quanto entrar.
O longa mistura policial, comédia e musical de um jeito que só Wright sabe fazer, usando a trilha sonora como motor da narrativa.
Quando estreou e por que ainda é lembrado
Em Ritmo de Fuga chegou aos cinemas brasileiros em 27 de julho de 2017, em meio ao calor do inverno paulistano, e virou rapidamente um fenômeno de crítica e público.
No Oscar 2018, concorreu em três categorias: Edição, Edição de Som e Mixagem de Som — levou o de Mixagem de Som, premiando justamente o que o filme faz de melhor: sincronizar ação e música com precisão cirúrgica.
Quase uma década depois, o longa segue cultuado por cinéfilos, citado em listas de melhores filmes de ação e referência obrigatória em qualquer discussão sobre uso criativo de trilha sonora. A cena de abertura com “Bellbottoms” virou aula de cinema.
Para quem curte a pegada autoral britânica de Wright, o filme dialoga diretamente com Scott Pilgrim Contra o Mundo — só que com armas no lugar de videogames.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a coreografia das perseguições. Cada tiro, cada curva, cada troca de marcha é pensada no tempo da música. Wright transforma fugas de carro em números de dança.
O elenco também brilha: Jamie Foxx rouba cenas como o sociopata Bats, e Jon Hamm mostra que sabe fazer vilão fora do terno de Don Draper.
Ponto fraco: o terceiro ato escorrega para um dramalhão romântico que destoa do resto. Senti o filme perdendo fôlego exatamente quando deveria acelerar.
Também não espere a profundidade emocional de Beleza Americana ou a crueza de Corações de Ferro. Aqui, estilo é tudo — e isso é virtude e limitação.
Curiosidades de bastidor
- Edgar Wright idealizou o roteiro ainda em 1994, aos 20 anos, e só conseguiu viabilizar a produção mais de 20 anos depois, já com prestígio internacional.
- Cada cena de ação foi ensaiada com a música já tocando no set — os atores dirigiam em carros reais, não em fundo verde, e precisavam acertar o tempo das manobras na batida.
- Flea, baixista do Red Hot Chili Peppers, aparece como Eddie, o padrasto violento de Baby. Não é a primeira vez que músicos de rock invadem o cinema de Wright.
Perguntas frequentes
Em Ritmo de Fuga tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com um epílogo narrado em forma de flashback, encerrando de vez a história. Pode levantar do sofá antes do fim dos créditos sem medo de perder nada.
Em Ritmo de Fuga é baseado em fatos reais?
Não. A história é ficção original de Edgar Wright, inspirada vagamente em clássicos de fuga de carro e no universo do cinema noir. Baby é um personagem inventado, sem correspondente na vida real.
Em Ritmo de Fuga é bom? Vale a pena assistir?
Vale, sim. Tem 92% de aprovação no Rotten Tomatoes e口碑 forte entre cinéfilos de ação e comédia. Quem curte perseguições estilizadas, humor rápido e trilha sonora impecável vai sair do filme com vontade de reassistir — prestando atenção na coreografia dos tiros desta vez.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Edgar Wright e comédia de ação britânica: quem decorou os diálogos de Scott Pilgrim e viralizou clipes de Shaun of the Dead.
- Caçadores de trilha sonora: cinéfilos que compram vinis antes do streaming e reconhecem “Bellbottoms” nos primeiros três segundos.
- Apreciadores de noir com pegada pop: quem curte a estética de Drive, mas quer algo mais falante, rápido e irônico — quase um Seven: Os Sete Crimes Capitais com humor involuntário.
Título original: Baby Driver
País de origem: Inglaterra, EUA
Data do lançamento: 27/07/2017
Distribuidora: Sony Pictures
Diretor: Edgar Wright
Principais atores: