Veja o trailer do filme O Poderoso Chefinho
Um bebê de terno e gravata muda a rotina da casa
Tim tinha sete anos e uma vida confortável até o dia em que um bebê apareceu na porta da família. Veio de táxi, carregando uma maleta executiva e falando como se estivesse prestes a fechar um negócio bilionário.
É essa a premissa de O Poderoso Chefinho, animação de 2017 dirigida por Tom McGrath, o mesmo diretor de Madagascar. A produção da DreamWorks troca a fantasia infantil tradicional por um cenário corporativo disfarçado de fralda e mamadeira.
O ponto de virada acontece quando Tim descobre que o irmão fala de um complô capaz de bagunçar o amor no mundo. Aí, os dois precisam unir forças para salvar os pais e o resto da humanidade.
Estreia, bilheteria e legado
Chegou aos cinemas brasileiros em 30 de março de 2017, distribuído pela 20th Century Fox, e rapidamente virou fenômeno de público. A bilheteria global passou dos US$ 500 milhões, números raros para animações originais.
Foi indicado ao Oscar de Melhor Animação, perdeu para Zootopia, mas abriu espaço para a sequência O Poderoso Chefinho 2: Negócios da Família, de 2021. Hoje, o primeiro filme é lembrado como aquele que apostou na sátira ao universo corporativo em formato colorido, com direito a Alec Baldwin emprestando a voz ao protagonista.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o contraste entre o visual fofo do bebê e a linguagem de reunião de diretoria funciona bem. O elenco de vozes entrega energia, e a sequência de voo com o pai usa bem o ritmo da comédia física.
Ponto fraco: o roteiro central aposta em reviravoltas previsíveis, e o arco sobre a conspiração global carece de urgência real. A sensação é de piloto estendido de série, com potencial mal aproveitado.
Para sessões de fim de semana com crianças pequenas, cumpre o papel. Para adultos desacompanhados, fica datado rápido.
Curiosidades de bastidores
- O roteiro foi listado na Hollywood Black List de 2012 como um dos melhores scripts não produzidos do ano antes da DreamWorks adquiri-lo.
- A inspiração visual do vilão veio de fotos reais de CEOs dos anos 1980, com ternos cinza e cabelos grisalhos.
- O Poderoso Chefinho foi o primeiro longa da DreamWorks a usar exclusivamente o software de renderização MoonRay, desenvolvido internamente pelo estúdio.
Perguntas frequentes
O Poderoso Chefinho é bom para crianças pequenas?
Sim. Tem classificação livre, humor visual e mensagens positivas sobre cooperação entre irmãos. Funciona bem a partir dos 4 anos, segundo pais que avaliaram o filme em plataformas como o Virei um Gato, que compartilha o público-alvo.
Tem cena pós-créditos?
Não há cena pós-créditos significativa. O filme termina logo após o desfecho principal, sem teaser escondido após os créditos.
É sequência de algum outro filme?
Não. É o primeiro longa da franquia, que ganhou continuação em 2021 e uma série derivada no Peacock.
Pra quem é este filme:
- Responsáveis por crianças de 4 a 8 anos em busca de sessão curta e leve.
- Fãs de sátiras corporativas em formato animado, à procura de referências adultas escondidas na trama.
- Quem curte animações DreamWorks dos anos 2010 com elenco vocal conhecido e humor pastelão.
Título original: Boss Baby
País de origem: EUA
Data do lançamento: 30/03/2017
Distribuidora: 20th Century Fox
Diretor: Tom McGrath
Principais atores: