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O Pior Trabalho do Mundo

O Pior Trabalho do Mundo

Comédia Musical Duração: 1h 49min

Sobre o que é O Pior Trabalho do Mundo

Aaron Green (Jonah Hill) é um ambicioso executivo júnior de uma gravadora em Londres que sonha em ser promovido. O mundo do rock praticamente gira em torno de Aldous Snow (Russell Brand), astro que um dia emplacou hits e hoje está em queda livre.

Quando o chefe (Sean Combs) propõe a missão aparentemente impossível de levar Aldous até o palco do Greek Theatre, em Los Angeles, Aaron aceita na hora.

O que era para ser uma viagem rápida de 72 horas vira um desastre regado a drogas, entrevistas desastrosas, sexo, crises de identidade e shows memoráveis. Dirigido por Nicholas Stoller, o roteiro trata a fama como uma doença sem cura e o rock star como paciente terminal.

Linha do tempo e legado

Estreou nos cinemas norte-americanos em 4 de junho de 2010 e chegou ao Brasil em 16 de julho de 2010, distribuído pela Universal Pictures, faturando cerca de US$ 91 milhões em todo o mundo com orçamento de US$ 40 milhões.

Surgiu como uma espécie de spin-off solto de Superbad - É Hoje (2007), trazendo de volta a parceria entre Jonah Hill e o diretor Nicholas Stoller. Foi a primeira incursão mais adulta do cineasta, que depois repetiria a dose em Vizinhos (2014) e Vizinhos 2 (2016).

A marca ficou mesmo na performance de Russell Brand, que quase roubou o próprio filme de si. Virou referência obrigatória em listas de comédia sobre bastidores de turnê, ao lado de títulos como Rock of Ages: O Filme (2012) e Ave, César! (2017).

Vale o ingresso?

Ponto alto: Russell Brand está magnético como Aldous Snow, um roqueiro que mistura arrogância britânica, carisma destrutivo e uma vulnerabilidade escondida sob camadas de substâncias. As cenas de show são filmadas com energia de verdade e algumas piadas sobre a indústria fonográfica ainda doem de tão certeiras.

Ponto fraco: O terceiro ato escorrega para o dramalhão fácil. A tentativa de humanizar Aldous soa piegas em um filme que funcionava justamente pelo deboche. Algumas piadas também dataram mal, especialmente as que dependem de referências a tablóides de 2010.

Curiosidades dos bastidores

  • As músicas da banda fictícia Infant Sorrow foram compostas de verdade e indicadas ao Grammy, com a faixa African Child na trilha sonora.
  • Russell Brand apareceu no programa Saturday Night Live junto com Tom Felton para promover o filme, o que gerou uma das cenas mais vistas do filme na web.
  • Entre os cameos rápidos estão Katy Perry, Christina Aguilera, Pink, Lars Ulrich do Metallica, Aziz Ansari e até Meghan Markle em aparição-relâmpago.

Perguntas frequentes

O Pior Trabalho do Mundo tem cena pós-créditos?

Não. Os créditos finais rolam logo após a última cena de show, sem teaser nem gag extra.

Get Him to the Greek é continuação de qual filme?

Funciona como spin-off solto de Superbad - É Hoje (2007), reaproveitando a dupla Jonah Hill e Nicholas Stoller e o personagem Aldous Snow, que apareceu no longa de 2008 Sem Reservas em uma ponta.

Vale a pena assistir O Pior Trabalho do Mundo hoje?

Vale, especialmente para quem curte comédia sobre cultura pop e rockstar inventado. O humor envelhece razoavelmente bem, com exceção de algumas piadas de época, e Russell Brand segue sendo um furacão cômico difícil de esquecer.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de comédia de humor ácido sobre bastidores da fama, tipo O Lobowski encontra Almost Famous.
  • Quem curte rockstar fictício cafona e canções bizarras, incluindo quem gosta de musical estilizado e paródias de astros do indie.
  • Maratonistas de comédias Apatow, especialmente quem viu Superbad e quer ver Jonah Hill em modo mais adulto.