Veja o trailer do filme Kill Bill: Volume 1

Kill Bill: Volume 1

Kill Bill: Volume 1

Premissa

Kill Bill: Volume 1 é uma vingança em câmera lenta, conduzida com bisturi e katana.

A Noiva (Uma Thurman) era a melhor assassina do Esquadrão Assassino de Víboras Mortais até decidir sair do jogo para criar o bebê que esperava.

Bill (David Carradine), o mentor e amante, reage com um massacre no dia do casamento. Ela sobrevive, entra em coma por cinco anos e acorda sem filho e com uma lista de nomes na cabeça.

O filme de Quentin Tarantino é a primeira metade desse acerto de contas: A Noiva parte atrás de duas das cinco pessoas que destruíram sua vida.

Linha do tempo e legado

Estreou nos cinemas brasileiros em 23 de abril de 2004, com forte campanha de ação sanguinolenta e marketing dividido em volumes para prolongar o mistério.

Bateu mais de 180 milhões de dólares em bilheteria mundial e se tornou um fenômeno estético, com a luta na neve, o anime da origem de O-Ren e a icônica cena em preto e branco revertendo para o vermelho.

Indicado a categorias técnicas em premiações mundo afora e cultuado até hoje como referência obrigatória de suspense estilizado e cinema de exploitation repaginado.

É um dos marcos da filmografia de Tarantino ao lado de Pulp Fiction - Tempo de Violência, com quem divide o DNA pop e a montagem fora de ordem.

Vale o ingresso?

Ponto alto: Tarantino transforma cada cena de luta em assinatura visual autoral.

A sequência na Casa das Folhas Azuis, o duelo final na neve e o trecho em animação japonesa elevam o filme a outro nível de estilização.

A trilha sonora eclética funciona como personagem, costurando drama, humor e pancadaria sem pedir licença.

Ponto fraco: o ritmo é deliberadamente irregular, o que pode cansar quem espera ação linear.

Por ser apenas o Volume 1, vários arcos ficam suspensos e o desfecho real só chega em Kill Bill: Volume 2.

Curiosidades dos bastidores

  • O roteiro original previa um único filme de mais de quatro horas, depois dividido em dois volumes pela Miramax.
  • O capítulo animado da origem de O-Ren foi produzido pelo estúdio Production I.G, o mesmo de Ghost in the Shell.
  • Chiaki Kuriyama reprisou anos depois o mesmo figurino de Gogo Yubari em referência pop em outros países asiáticos.

Perguntas frequentes

Kill Bill: Volume 1 tem cena pós-créditos? Não. O filme termina com a tela preta e a indicação de que a história continua no Volume 2.

Preciso assistir Kill Bill 1 antes do Volume 2? Sim. A ordem cronológica da narrativa exige o Volume 1 como introdução, e o final deixa ganchos diretos.

Kill Bill: Volume 1 é muito violento? Sim. A classificação é 18 anos e há decapitações, mutilações estilizadas e banho de sangue constante, ainda que tratados com humor e estilização de cartoon.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cinema de exploração, wuxia, spaghetti western e animes dos anos 70 e 90 que adoram ver essas referências remixadas em blockbuster.
  • Admiradores do cinema de Tarantino interessados em dissecar estrutura narrativa, montagem não linear e uso de silêncio dentro de cenas de pancadaria.
  • Colecionadores de soundtracks icônicas, já que a coletânea do filme virou referência obrigatória para quem estuda trilhas com repertório eclético.