Veja o trailer do filme Kill Bill: Volume 2

Kill Bill: Volume 2

Kill Bill: Volume 2

16 Ação Suspense Duração: 2h 17min

O que é Kill Bill: Volume 2

Kill Bill: Volume 2 é a segunda metade do projeto original de Quentin Tarantino, concebido como um único longa de mais de quatro horas e depois dividido em dois volumes. O foco aqui se afasta da estilização maximalista de Kill Bill: Volume 1 e mergulha nas raízes do faroeste spaghetti, do cinema de artes marciais e do drama de vingança clássico.

A Noiva (Uma Thurman) continua sua lista. Depois de despachar O-Ren Ishii e Vernita Green, restam dois nomes: Budd, irmão de Bill, e Elle Driver, a femme fatale com olho de vidro. A trama avança em direção ao confronto final com Bill, o mentor traído que ordenou o massacre no ensaio da Capela Texas.

Mais do que um filme de ação, o Volume 2 funciona quase como uma carta de amor ao cinema, cheio de digressões, referências e monólogos que constroem a mitologia do próprio Tarantino.

Estreia e legado

Kill Bill: Volume 2 chegou aos cinemas brasileiros em 8 de outubro de 2004, cerca de dez meses depois do primeiro volume, mantendo a expectativa alta entre os fãs do diretor.

Recebeu críticas majoritariamente positivas, com 84% de aprovação no Rotten Tomatoes e elogios consistentes à atuação de David Carradine na pele de Bill. O longa entrou para a lista de clássicos cults do cinema dos anos 2000 e é referência obrigatória em listas de melhores filmes de vingança.

Foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Atriz para Uma Thurman, além de disputar o Oscar de Melhor Fotografia, vencido por Robert Richardson por O Aviador. Hoje é lembrado como o volume mais íntimo e falado da saga, com sequências que viraram material de estudo em escolas de cinema.

Conexão brasileira: Tarantino foi fortemente influenciado pelo cinema marginal e pela chanchada, tradições que permeiam o humor e a violência estilizada de toda a franquia.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a direção de Tarantino eleva o filme a um tratado sobre narrativa, com monólogos memoráveis, a sequência da verdade sobre Pai Mei e a construção climática do confronto final. A fotografia de Robert Richardson transforma o deserto californiano em território mitológico.

As atuações de Carradine, Michael Madsen e Daryl Hannah entregam vilões tridimensionais, e a cena do caixão enterrado é um dos momentos mais tensos do cinema de suspense dos anos 2000.

Ponto fraco: o ritmo é consideravelmente mais lento que o Volume 1, e a primeira hora pode parecer arrastada para quem espera pancadaria ininterrupta. O longa exige paciência com os diálogos extensos e a estrutura de flashbacks, dividida em capítulos com títulos em preto.

Curiosidades

  • O filme traz a participação especial de Samuel L. Jackson como organista que explica a teoria do Superman em uma sequência praticamente toda gravada em plano fixo.
  • A cena de luta com Pai Mei foi filmada em 22 dias e exigiu de Gordon Liu um treinamento físico intenso aos 53 anos, algo que impressionou o próprio elenco.
  • Quentin Tarantino gravou o Volume 1 e o Volume 2 ao mesmo tempo, e a divisão foi decidida pela Miramax por estratégia comercial, apesar da intenção original de lançamento único.

Perguntas frequentes

Kill Bill: Volume 2 tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina com a famosa narração em preto e branco, o som do sininho temático e o corte seco, sem qualquer cena extra após os créditos finais.

Preciso assistir o Volume 1 antes do Volume 2?

Sim, é essencial. O Volume 1 apresenta a Noiva, a lista de alvos e os dois primeiros assassinatos. Quem pula direto para o Volume 2 perde contexto emocional, referências visuais e a própria lógica da vingança.

Kill Bill: Volume 2 é baseado em fatos reais?

Não. A história é totalmente fictícia, embora Tarantino tenha se inspirado em atores reais do cinema exploitation, casos de máfia e na carreira de Sonny Chiba para construir o universo do Esquadrão das Víboras Mortais.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de Quentin Tarantino que querem entender a cabeça do diretor em seu projeto mais pessoal, com influências declaradas de Pulp Fiction e do faroeste spaghetti de Sergio Leone.
  • Apasionados por cinema de artes marciais que valorizam não só a coreografia, mas a mitologia em torno de mestres lendários como Pai Mei e a formação da Noiva.
  • Leitores de roteiros e estudantes de audiovisual interessados em estrutura narrativa não linear, narração em voice over e uso de travelling como recurso dramático.