Veja o trailer do filme Ela

Ela

O que é Ela e por que virou referência da ficção científica romântica

Lançado em 2014 no Brasil, Ela acompanha Theodore Twombly, um homem solitário que escreve cartas sentimentais para outras pessoas como profissão em um futuro próximo em Los Angeles.

Após o fim de um relacionamento, ele instala um sistema operacional com inteligência artificial e conhece Samantha, uma voz feminina perspicaz, sensível e bem-humorada. O que começa como uma conversa vira amizade e, eventualmente, um romance improvável entre humano e máquina.

Com direção de Spike Jonze, o filme mistura drama, romance, ficção científica e um humor discreto para discutir solidão, conexões digitais e os novos formatos de intimidade.

Linha do tempo e legado de Ela

Estreou no Brasil em 14 de fevereiro de 2014, aproveitando o clima de Dia dos Namorados, e figurou entre os filmes mais comentados do Oscar 2014.

Conquistou o Oscar de Melhor Roteiro Original, além de indicação a Melhor Filme, Canção Original ("The Moon Song"), Trilha Sonora e Design de Produção. No Globo de Ouro, levou o prêmio de Melhor Roteiro para Spike Jonze.

Mais de uma década depois, o longa se tornou referência cultural sempre que se debate inteligência artificial generativa, chatbots e relacionamentos com IAs. Obrigatório em listas de melhor ficção científica dos anos 2010.

Vale o ingresso? Pontos altos e pontos fracos

Ponto alto: O roteiro de Spike Jonze é afiado, delicado e surpreendentemente engraçado. A construção do romance entre Theodore e Samantha evita tanto o melodrama quanto a frieza tecnológica, encontrando um tom raro no drama contemporâneo.

Ponto alto: A performance de Joaquin Phoenix carrega o filme nas costas com uma fragilidade que prende a atenção mesmo quando quase nada acontece em cena.

Ponto fraco: O ritmo é lento e contemplativo. Quem busca tensão, reviravoltas ou respostas definitivas sobre o futuro da inteligência artificial pode sentir que o longa se arrasta em determinados momentos.

Ponto fraco: A ambientação futurista de Los Angeles é bonita, mas deliberadamente asseptica, o que reforça o tema da solidão e pode soar estilizado demais para parte do público.

Curiosidades dos bastidores de Ela

  • Spike Jonze começou o roteiro ainda em 2010, bem antes da onda de assistentes de voz como Siri e Alexa chegarem ao público, o que torna a premissa ainda mais visionária.
  • Scarlett Johansson chegou a gravar todas as suas falas como Samantha, mas o diretor quase trocou a atriz inteira no meio da produção. A versão final é a dela.
  • O curta Mankatha, espécie de conto de fadas sombrio filmado pelo próprio Theodore dentro do filme, foi dirigido por Spike Jonze e por ninguém menos que Olivia Wilde, que também atua no longa.

Perguntas frequentes sobre Ela

Ela tem cena pós-créditos?

Não. O longa termina com uma cena contemplativa logo após o ato final, e os créditos começam em seguida sem nenhum extra. Saia do cinema tranquilo.

Ela é um filme de ficção científica ou de romance?

É os dois. A premissa usa um sistema operacional com IA para discutir um romance genuíno, então funciona tanto como reflexão tecnológica quanto como história de amor.

Onde assistir a Ela no streaming?

A disponibilidade muda conforme a plataforma, mas o título costuma circular em catálogos de streaming e em locadoras digitais. Confira a lista de cinemas e opções online na seção de programação desta página.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de ficção científica introspectiva estilo Ex Machina e Blade Runner 2049, interessados em IAs que colocam o humano em xeque.
  • Adoradores de romances fora do convencional, que curtiram Carol e O Homem Irracional pela carga emocional e silêncio bem construído.
  • Leitores atentos a temas sobre saúde mental, luto e solidão na era digital, que apreciam narrativas que discutem como a tecnologia redesenhou as relações.