Veja o trailer do filme X-Men Origens: Wolverine

X-Men Origens: Wolverine

X-Men Origens: Wolverine

Logan antes dos X-Men

Antes de cruzar com Xavier e Ciclope, Hugh Jackman viveu Logan em séculos de guerra, sangue e fuga. X-Men Origens: Wolverine parte da infância do mutante ao lado do meio-irmão Victor Creed e atravessa séculos de conflito até o experimento que o transformou no que conhecemos.

O roteiro usa a Guerra Civil, a Primeira e a Segunda Guerra Mundial e o Vietnã como pano de fundo para justificar a carreira militar de Logan. É um prelúdio com cara de épico de guerra que tenta explicar demais em pouco tempo.

A direção de Gavin Hood aposta num tom mais sério e cru do que os longas anteriores da franquia, mas tropeça na própria ambição ao tentar dar conta de dezenas de personagens e décadas de história em apenas 105 minutos.

Como foi a estreia e o que sobrou dele

Chegou aos cinemas em 1º de maio de 2009, fora do Brasil, e em 30 de abril por aqui, com distribuição da Fox Film. Foi o primeiro spin-off da saga Ação mutante da Fox e abriu caminho para outros derivados, mas também marcou o ponto mais fraco da franquia em口碑.

Mesmo com críticas duras, ultrapassou 373 milhões de dólares no mundo, confirmando que o carisma de Hugh Jackman vendia ingresso sozinho. O longa recebeu uma indicação ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais, mas perdeu para outro blockbuster da Fox.

Hoje é lembrado principalmente pelo famigerado Deadpool de boca costurada, que virou meme por anos. Comparado a Logan (2017), o mesmo personagem numa chave adulta e muito mais bem resolvida, o contraste só aumenta a decepção deste spin-off.

Vale o ingresso?

Ponto alto: Hugh Jackman entrega tudo o que tem como Wolverine. As cenas de fúria e combate corpo a corpo funcionam, e a participação rápida de Ryan Reynolds como Wade Wilson virou um item de curiosidade histórica para os fãs.

Ponto fraco: roteiro apressado, com a sensação constante de que cenas inteiras ficaram na sala de edição. O CGI do adamantium e o design do Deadpool, com boca costurada, envelheceram muito mal.

No fim, é um filme que existe mais para conectar trilogia e derivados do que para contar uma boa história por conta própria.

Curiosidades de bastidores

  • Uma versão estendida de cerca de 22 minutos chegou ao DVD e Blu-ray com cenas extras, incluindo um final alternativo em que Wolverine recupera a memória ao ver seu uniforme do futuro.
  • A Fox chegou a vazar parte do filme em um site falso de weaponx.com dentro da campanha de marketing, na tentativa de viralizar o projeto Arma X.
  • Foi o primeiro filme da saga X-Men a receber classificação indicativa para maiores nos Estados Unidos, graças à violência e mutilações explícitas no experimento com adamantium.

Perguntas frequentes

X-Men Origens: Wolverine tem cena pós-créditos? Não tem cena pós-créditos no sentido tradicional. Há uma sequência curta após os créditos iniciais, mas o conteúdo principal já termina antes.

X-Men Origens: Wolverine é bom? É um filme funcional para fãs da franquia, com bons momentos de ação e o Wolverine de Hugh Jackman, mas o roteiro fraco e o CGI datado o colocam entre os pontos mais fracos da saga.

Em que ordem assistir X-Men Origens: Wolverine? O ideal é ver depois de X-Men 3: O Confronto Final (2006), já que os eventos se conectam com Stryker, e antes de X-Men: Apocalipse para manter a cronologia interna da saga.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de Ficção Científica que querem preencher lacunas da cronologia X-Men antes de assistir a Logan e X-Men: Apocalipse.
  • Quem acompanha a carreira de Hugh Jackman e quer ver a primeira vez em que ele assinou contrato solo como Wolverine.
  • Curiosos de Fantasia interessados em ver a primeira aparição cinematográfica de Deadpool, mesmo que com resultados questionáveis.