UM HOMEM A MAIS

UM HOMEM A MAIS

Ficção Duração: 1h 40min

Sobre o que é Um Homem a Mais

Dois Tonys, duas vidas que correm em paralelo, um único nome. Antonio Pisapia é o cantor cínico, egocêntrico, obcecado pela própria imagem. Outro Antonio Pisapia é o jogador de futebol tímido, reservado, que sonha em campo o que a vida insiste em negar fora dele.

O que une os dois não é personalidade, talento ou sorte. É o sobrenome repetido num catálogo telefônico dos anos 1980 e a Itália profunda que Paoli Sorrentino mapeia nesse filme de 2001, relançado no Brasil em 2017 dentro da Festa do Cinema Italiano.

Dirigido por Paolo Sorrentino, o longa acompanha como fama, escândalo e decadência se entrelaçam entre um palco pop e um vestiário de futebol.

Estreia e legado

Um Homem a Mais é o primeiro longa de ficção de Sorrentino, lançado originalmente em 2001. Na época, dividiu público e crítica italiana, mas já mostrava a marca registrada do diretor: planos longos, trilha pop, melancolia vestida de ironia.

O filme foi exibido em festivais europeus e ganhou projeção quando Sorrentino emplacou A Grande Beleza, pelo qual venceu o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2014. Relançado no circuito brasileiro em 16 de março de 2017, chegou como peça obrigatória para entender a filmografia que veio depois.

Para quem acompanha a carreira do diretor, é um retrato da Itália dos anos 1980 que antecipa temas de A Juventude e do seriado The Young Pope.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a direção de Sorrentino já pulsa nesse primeiro longa. Os planos longos, o humor seco, a melancolia clubber dos anos 1980 e a interpretação de Toni Servillo, que seria seu parceiro criativo em filmes como As Consequências do Amor, brilham aqui em estado bruto.

Ponto fraco: o roteiro aposta em coincidências narrativas e flashbacks explicativos que pesam no terço final. Quem espera o refinamento de A Grande Beleza encontra um autor ainda em formação, o que pode frustrar o espectador mais cético em relação à ficção europeia dos anos 2000.

Curiosidades

  • O filme é a estreia solo de Paolo Sorrentino na direção de longas, antes da parceria definitiva com Toni Servillo que marcou toda a sua carreira.
  • A Itália dos anos 1980 é reconstruída com estética que mistura clipes da época, rádio e jogos de futebol transmitidos em TVs portáteis, emulando uma ficção de época sem ser nostálgica.
  • A produção italiana foi remontada em 2016, em versão restaurada, com nova circulação internacional justamente no momento em que Sorrentino despontava no circuito global.

Perguntas frequentes

Um Homem a Mais é o mesmo que L'uomo in più?

Sim, é o título original italiano do mesmo filme de 2001. O lançamento brasileiro adota a tradução Um Homem a Mais.

Quem é o diretor de Um Homem a Mais?

O longa é dirigido por Paolo Sorrentino, mesmo autor de A Grande Beleza e da série The Young Pope.

Tem cena pós-créditos em Um Homem a Mais?

Não há cena pós-créditos. O encerramento do filme é frontal, no estilo do cinema italiano mais autoral.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cinema italiano contemporâneo que já acompanharam A Bela Que Dorme e a Festa do Cinema Italiano.
  • Espectadores interessados em ficção psicológica sobre decadência, fama e coincidências sociais.
  • Quem quer entender a origem do cinema de Paolo Sorrentino antes de mergulhar em The Young Pope.

Título original: ONE MAN UP

País de origem: Itália

Data do lançamento: 16/03/2017

Diretor: Paolo Sorrentino

Principais atores: