Veja o trailer do filme A Juventude

A Juventude

A Juventude

Sobre o que é A Juventude

Dois velhos amigos com quase 80 anos se encontram em um hotel de luxo nos Alpes suíços. Fred Ballinger, maestro aposentado, recusa voltar a reger. Mick Boyle, diretor de cinema, tenta terminar o roteiro de seu suposto último grande filme.

Dirigido por Paolo Sorrentino, o filme observa a rotina entre spa, concertos, jogos de tênis,泳 walks noturnos e lembranças. É menos uma trama com começo, meio e fim e mais um retrato de duas envelhecências que se confrontam com o tempo.

Na superfície, A Juventude é sobre envelhecer. Por baixo, é sobre criar, parar de criar, o medo de virar irrelevante — e a pequena chance de redenção que aparece quando menos se espera.

Estreia e legado

A Juventude estreou no Festival de Cannes 2015, onde recebeu o prêmio de Melhor Diretor para Sorrentino. No Brasil, chegou aos cinemas em 16 de março de 2017, com distribuição limitada e口碑 morno nas bilheterias — o tipo de filme que vive mais em mostras e plataformas do que em blockbusters de fim de semana.

O longa recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Canção Original, "Simple Song #3", e emplacou figurino, direção de arte e trilha sonora nas listas de melhores do ano de veículos especializados.

Hoje, é lembrado como um dos retratos mais generosos sobre a velhice no cinema europeu recente, ao lado de obras como Fonte da vida (2006), também de Sorrentino. Serviu de vitrine para o diretor italiano antes de assumir The Young Pope (2017) para a TV.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a dupla Michael Caine e Harvey Keitel. A conversa, o silêncio e o humor ácido entre os dois sustentam cenas inteiras. A direção de arte também impressiona, com enquadramentos que parecem pinturas renascentistas vistas do lobby do hotel.

Ponto fraco: o ritmo. Sorrentino aposta em contemplação longa, o que pode soar lento demais para quem espera comédia de fato ou reviravoltas dramáticas. Alguns subpersonagens — incluindo Jane Fonda e Rachel Weisz — aparecem pouco e funcionam mais como moldura do que como motor da história.

No fim, é um filme de drama sensível e esteta, não de plot twists. Quem entra nessa onda sai premiado; quem busca entretenimento rápido, não.

Curiosidades de bastidores

  • Grande parte do filme foi rodado no hotel Waldhaus, em Sils Maria, na Suíça — mesmo vilarejo onde a哲学家 alemã Hannah Arendt e o poeta Yeates escreveram partes de suas obras.
  • A trilha sonora usa trechos de Verdi, Schubert, Debussy e até "You Got It All" do The Korgis, contrastando erudito e pop.
  • O roteiro de Mick no filme foi escrito pelo próprio Sorrentino, e o roteiro do filme foi escrito por ele também — uma metalinguagem assumida sobre a dificuldade de criar na maturidade.

Perguntas frequentes

A Juventude tem cena pós-créditos?

Não. Os créditos finais rolam sobre a última cena sem nenhum gancho extra, mantendo o tom contemplativo até o fim.

A Juventude é baseado em livro?

Não. É um roteiro original de Paolo Sorrentino, inspirado em reflexões pessoais do diretor sobre envelhecência e criação artística.

A Juventude ganhou Oscar?

Não levou a estatueta, mas concorreu ao Oscar de Melhor Canção Original com "Simple Song #3", composta pelo próprio Sorrentino com David Lang.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cinema de autor europeu, especialmente do Sorrentino de A Grande Beleza.
  • Quem gosta de dramas contemplativos sobre envelhecência, memórias e amadurecimento tardio.
  • Apreciadores de comédia dramática com humor seco, em vez de piadas escancaradas.