Veja o trailer do filme The Hero
Do cachecol ao divã
The Hero pega Sam Elliott — voz de veludo, bigode de granito, o tipo de rosto que parece ter sido esculpido por um vento do Arizona — e o coloca diante de uma crise que não envolve pistoleiros, mas médicos.
Lee Hayden foi astro de faroeste nos anos 1970. Hoje, aos setenta e poucos, fuma muita maconha, dá voz a comerciais de cigarro e ainda usa o cachecol de franjas que o consagrou. É um rei destronado que trata a própria glória passada como piada de bar.
A direção é de Brett Haley, em mais um filme sobre bastidores de Hollywood feito com simplicidade deliberada.
Quando estreou e por que importa
The Hero estreou no Festival de Sundance em janeiro de 2017, no mesmo dia em que o mundo perdeu figuras veteranas de Hollywood — o que deu à estreia um peso inesperado.
Chegou aos cinemas americanos em junho de 2017, com distribuição da Lionsgate. A bilheteria foi modesta, mas a recepção crítica foi sólida: Sam Elliott recebeu a única indicação do filme ao Independent Spirit Award de melhor ator.
Hoje é lembrado como o papel que finalmente rendeu a Elliott o reconhecimento de protagonista que ele merecia há décadas, ao lado de atuações em O bom dinossauro e Motoqueiro Fantasma.
Vale o ingresso?
Ponto alto: Sam Elliott. Não há elogio melhor do que dizer que ele segura um filme de ritmo lento sem nunca parecer que está atuando. A parceria com Krysten Ritter e Nick Offerman nos diálogos da casa à beira do deserto tem timing cômico de improviso.
Ponto fraco: o terceiro ato. O roteiro de Haley e Marc Basch se apoia muito no simbolismo do personagem que Lee interpreta — um pistoleiro de faroeste — e a metáfora fica explícita demais. Quem busca narrativa mais firme pode preferir Nasce Uma Estrela.
Veredito: vale pela atuação, exige paciência com o tom.
Curiosidades
- O bigode de Sam Elliott é seu, e o filme abre com um plano fechado nele como um cartão de visita do astro.
- As cenas foram filmadas em Los Angeles e arredores, com ênfase no deserto californiano que virou personagem visual.
- Katharine Ross, esposa de Elliott na vida real, interpreta a ex-esposa de Lee, Charlotte.
Perguntas frequentes
The Hero (2017) vale a pena?
Vale, especialmente por Sam Elliott. O filme é lento, mas o elenco e a direção de Brett Haley compensam quem tem paciência para drama intimista.
The Hero tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina de forma contida, sem teaser ou gag extra.
The Hero está no streaming?
Sim, já passou pelo ciclo de cinemas e está disponível em catálogos digitais e de TV paga. Consulte a grade da sua operadora.
Pra quem é este filme:
- Fãs de drama indie americano sobre bastidores de Hollywood, no estilo de Por Aqui e Por Ali.
- Quem acompanha Sam Elliott há décadas e quer vê-lo em um papel principal à altura do talento.
- Interessados em comédia sutil sobre envelhecer na indústria, sem humor escrachado.