Veja o trailer do filme Motoqueiro Fantasma

Motoqueiro Fantasma

Motoqueiro Fantasma

Fantasia Ação Duração: 1h 50min

Do guidão ao inferno: a maldição de Johnny Blaze

Johnny Blaze (Nicolas Cage) é um dublê de moto que vive entre manobras radicais e a saudade do pai, Barton (Brett Cullen). Certa noite, ele faz um pacto com Mefisto (Peter Fonda) para salvar a vida do pai da doença que o consome.

Como toda negociação com o diabo, há um preço alto: Johnny cede a alma e se transforma, ao cair da noite, no Motoqueiro Fantasma, um justiceiro flamejante obrigado a caçar demônios fugidos do inferno.

Forçado a cumprir as ordens de Mefisto, ele decide usar a maldição em favor dos inocentes. A direção é de Mark Steven Johnson, que já tinha assinado outras adaptações de quadrinhos da Marvel. O filme é uma mistura de ação e fantasia com estética claramente dos anos 2000.

Estréia, legado e o gosto de HQs da Marvel

Motoqueiro Fantasma chegou aos cinemas brasileiros em 2 de março de 2007, mas sua história começa muito antes. O personagem é uma criação de Roy Thomas, Gary Friedrich e Mike Ploog, que estreou nas HQs da Marvel em 1972. A espera por uma adaptação em live-action durou décadas.

O longa não levou prêmios importantes. Ficou de fora do Oscar, do Globo de Ouro e do festival de Cannes. Ainda assim, arrecadou cerca de 228 milhões de dólares worldwide, o que empurrou a sequência Ghost Rider: O Motoqueiro Fantasma do Espírito de Vingança, lançada em 2012.

Hoje, o filme é lembrado como uma curiosidade saborosa da era pré-MCU, quando a Marvel licenciava seus personagens para outros estúdios. É citado em listas de best of do Nicolas Cage e em threads nostálgicas sobre adaptações de quadrinhos dos anos 2000, junto de outros longas como + Velozes + Furiosos.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o visual do Motoqueiro com a caveira em chamas, a moto que vira e a pena flamejante como chicote funcionam bem. A interpretação de Nicolas Cage entrega aquele exagero característico, impossível de não reconhecer.

A escolha de Peter Fonda como Mefisto dá ao diabo um visual seventies, de fácil公路 para o espectador. Sam Elliott, como o Caçador de Recompensas, rouba a cena sempre que aparece.

Ponto fraco: o roteiro é raso e os diálogos passam raspando no constrangedor. Roxanne, vivida por Eva Mendes, serve mais como gatilho emocional do que como personagem de fato.

A computação gráfica lembra games da geração PS2 e compromete os momentos que deveriam ser épicos. Não é um desastre, mas também não é Interestelar nem Jogos Vorazes.

Curiosidades de bastidor

  • Nicolas Cage batizou sua própria moto, uma Harley-Davidson Panhead de 1972, usada em várias cenas de ação, com o nome Gypsy.
  • Mark Steven Johnson, o diretor, já tinha escrito o roteiro de Beleza Americana em 1999 e depois assinaria Meu amigo, o dragão em 2016.
  • A cena em que o Motoqueiro Fantasma bebe refrigerante e come doces em vez de água benta virou um dos memes mais duradouros de Nicolas Cage em Coração Selvagem e outras obras do período.

Perguntas frequentes

Motoqueiro Fantasma é bom? É um passatempo honesto. Não é brilhante, mas diverte pelo visual, pela temática sobrenatural e pelo Nicolas Cage no modo turbo. Se a expectativa for blockbuster sério, frustra.

Motoqueiro Fantasma tem cena pós-créditos? Não. O filme termina sem cena extra depois dos créditos, diferente de boa parte das adaptações de super-herói da época.

Quantos filmes do Motoqueiro Fantasma existem? Dois lançados nos cinemas. O primeiro, este de 2007, e a sequência Ghost Rider: Espírito de Vingança, de 2012, também com Nicolas Cage. Uma terceira tentativa com o personagem, agora na Marvel, ainda não saiu do papel.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de HQs da Marvel pré-MCU: cresceu lendo Ghost Rider e quer ver como o personagem foi traduzido para o live-action sem ligação com os Vingadores.
  • Admiradores do Nicolas Cage estilo anos 2000: aprecia o ator em sua fase mais exagerada, com performances que viraram meme.
  • Quem curte fantasia sombria leve: gosta de pactos com o diabo, demônios ejusticeiros, mas prefere algo descompromissado, sem o peso de Snowden ou dramas densos.