Veja o trailer do filme Terapia de Risco

Terapia de Risco

Terapia de Risco

14 Policial Drama Duração: 1h 46min

O que é Terapia de Risco

Emily Hawkins acabou de recuperar o marido após anos de prisão por crime financeiro. Em vez de alívio, sente pânico. A casa arrumada, o emprego novo e o silêncio doméstico disparam uma crise de ansiedade que a medicina parece resolver — pelo menos no começo.

O filme de Steven Soderbergh parte desse gatilho banal para construir um drama psicológico sobre o que acontece quando paciente, remédio e terapeuta entram numa engrenagem que ninguém controla. Rooney Mara interpreta a jovem no olho do furacão, ao lado de Jude Law como o psiquiatra que tenta — e falha — manter o controle da situação.

Com roteiro assinado pelo próprio Soderbergh sob pseudônimo, a obra manipula as expectativas do espectador com a precisão de um policial dos anos 1970. Cada consulta, cada receita, cada reação da protagonista empilha pistas que só fazem sentido na reta final.

Quando estreou e por que ainda importa

Terapia de Risco chegou aos cinemas brasileiros em 17 de maio de 2013, distribuído pela Diamond Films. Foi anunciado como o suposto último filme de Soderbergh como diretor de cinema — declaração que ele depois relativizou, mas que marcou a campanha promocional.

Na época, dividiu a crítica: uns elogiaram a frieza narrativa, outros acharam o terceiro ato conveniente demais. O público respondeu, e o longa cravou bilheteria sólida nos EUA apesar do elenco sem apelo blockbuster.

Mais de uma década depois, o filme segue vivo em listas de thriller subestimado, citado ao lado de obras como Os Oito Odiados quando se fala de narrativas que brincam com a confiança do espectador. Em 2024, ganhou nova onda de atenção em streamings que reexibem a filmografia de Soderbergh.

Vale o ingresso?

Ponto alto: O roteiro de Soderbergh é um relógio. Cada cena de terapia entrega informação nova, e o elenco de quatro astros — Mara, Law, Tatum e Zeta-Jones — mantém a tensão mesmo nos momentos mais expositivos.

A direção de fotografia gélida, com Nova York filmada em tons de cinza, reforça a sensação de que algo está prestes a quebrar. Quem curte Gattaca - Experiência Genética vai reconhecer esse visual clínico.

Ponto fraco: O terceiro ato pede que o espectador aceite algumas coincidências para fechar o quebra-cabeça. Não é um furo grave, mas quem busca realismo 100% vai torcer o nariz.

Curiosidades de bastidores

  • Soderbergh escreveu o roteiro sob o pseudônimo Scott Z. Burns, numa referência ao colaborador Scott Burns, com quem trabalhou em Contágio.
  • O filme marca a segunda parceria entre Rooney Mara e Soderbergh, depois de Carol (2015) — aqui a atriz assume um papel de protagonista sem o melodrama do longa posterior.
  • Foi filmado em apenas 30 dias, cronograma enxuto típico das produções do diretor, que gosta de operar câmera ele mesmo para economizar tempo.

Perguntas frequentes

Terapia de Risco tem cena pós-créditos?

Não. Os créditos finais começam logo após a última cena do terceiro ato, sem teasers extras. Pode levantar da poltrona sem medo.

Terapia de Risco é baseado em fatos reais?

Não. A história é ficção, embora o roteiro dialogue com debates reais sobre efeitos colaterais de antidepressivos e a relação entre médicos e pacientes. Para ficção científica sobre manipulação genética, veja O Destino de Júpiter.

Terapia de Risco está disponível em streaming no Brasil?

O filme entra e sai de catálogos como Netflix, Prime Video e Globoplay. Confira abaixo as opções atualizadas para a sua região.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de thrillers psicológicos com reviravolta, estilo filmes de David Fincher e Hitchcock tardio.
  • Apreciadores da filmografia de Steven Soderbergh, especialmente após sucessos como Ave, César!.
  • Quem gosta de dramas sobre saúde mental, indústria farmacêutica e ética médica portrayed com nuance.