Veja o trailer do filme O Destino de Júpiter

O Destino de Júpiter

O Destino de Júpiter

Do chão de fábrica ao trono do Universo

Jupiter Jones trabalha como faxineira em subúrbios dos Estados Unidos. A vida muda quando Caine, um ex-militar geneticamente alterado, cruza seu caminho com a notícia absurda: ela é a herdeira genética de uma dinastia que controla planetas inteiros.

Jupiter precisa fugir de assassinos interestelares, de políticos sencientes e da própria família de origem. O roteiro troca o realismo por童话 espacial, com cores saturadas, gravidade seletiva e brigas em cima de dinossauros voadores.

É cinema de feira, de pipoca e de risada de incredulidade. Nada aqui pede seriedade absoluta, e essa é a graça de quem entra nessa nave.

Estreia, fracasso e vida após a tela

O Destino de Júpiter chegou aos cinemas brasileiros em 5 de fevereiro de 2015, distribuído pela Warner Bros. Custou cerca de 176 milhões de dólares e faturou pouco mais de 183 nas bilheterias globais, um resultado considerado frustrante para o tamanho do projeto.

As críticas na estreia foram majoritariamente negativas. Variety chamou o filme de bagunça, Rolling Stone deu duas estrelas e meia e o consenso foi de que a narrativa se perdia no próprio excesso visual.

Com o passar dos anos, porém, o longa encontrou um público fiel. Virou cult entre fãs de space opera caseira, ganhou relançamentos em cópias físicas restauradas e hoje é citado como uma das obras mais inventivas — e problemáticas — das Irmãs Wachowski depois de Matrix.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a direção de arte. As fábricas espaciais, os uniformes, as naves e o mundo orbital de Chicago são genuinamente bonitos. As cenas de voo e combate corporal são coreografadas com inventividade incomum para blockbusters da época.

Ponto alto: o elenco de apoio. Eddie Redmayne sabota a própria voz para criar um vilão demente, e Sean Bean rouba qualquer cena em que entra com seu sotaque balofo.

Ponto fraco: o roteiro explica demais e mostra de menos. As motivações dos vilões viram texto corrido, e o romance central entre Jupiter e Caine nunca convence no nível emocional.

Ponto fraco: a segunda metade cansa. Depois de uma abertura vibrante, o ritmo se perde entre processos judiciais, revelações genealógicas e perseguições em cenários parecidos.

  • As filmagens passaram por estúdios de Chicago e Londres, com captura de movimento feita em parceria com a Red Bull Media House, que cofinanciou o projeto.
  • A atriz Vanessa Kirby interpreta Katharine, irmã de Caine, em um dos primeiros papéis de destaque em Hollywood antes de virar a Viúva Negra nas telas.
  • A batalha em cima de dinossauros voadores foi coreografada pelo dublê chinês de Jackie Chan e levou quase cinco meses para ficar pronta em computação gráfica.

O Destino de Júpiter tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina com a narração de Jupiter sobre o significado de casa e o título some na tela. Não há sequência extra depois dos créditos.

O Destino de Júpiter é uma sequência de Matrix?

Não. Apesar de trazer a mesma assinatura visual das Wachowski, é uma história totalmente nova, sem ligação narrativa com Matrix.

O Destino de Júpiter ganhou algum Oscar?

Não. Foi indicado a cinco categorias do Framboesa de Ouro em 2016 e saiu vencedor na categoria de Pior Atriz Coadjuvante, para Vanessa Kirby. Nada no Oscar principal.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de ficção científica visualmente ambiciosa, que preferem estilo acima de coerência narrativa.
  • Quem cresceu assistindo Matrix e quer entender a carreira das Wachowski depois do impacto que causaram em 1999.
  • Curiosos por space opera disfarçada de fantasia, que curtem projetos cults como Cisne Negro e Perdido em Marte.