Veja o trailer do filme Steve Jobs
O que é Steve Jobs e por que assistir
Steve Jobs (2016) não é uma biografia linear do homem por trás da Apple. O filme de Danny Boyle usa três lançamentos de produtos como âncoras temporais para mostrar diferentes fases da vida de Steve Jobs: 1984, 1988 e 1998.
A premissa é simples: acompanhar Jobs nos bastidores de cada keynote, minutos antes de subir ao palco, enquanto interage com a filha, a equipe e figuras do passado. É um recorte íntimo, mais interessado em quem ele era como pai, chefe e visionário do que em reconstituir a história da empresa.
O roteiro de Aaron Sorkin privilegia os diálogos afiados, transformando o longa quase numa peça de câmera, algo diferente do que se costuma ver no gênero biografia tradicional.
Estreia e legado
Steve Jobs chegou aos cinemas brasileiros em 14 de janeiro de 2016, pouco depois de sua passagem por festivais e da temporada de premiações nos Estados Unidos. O filme recebeu duas indicações ao Oscar: Melhor Ator para Michael Fassbender e Melhor Atriz Coadjuvante para Kate Winslet.
Apesar de não ter vencido nenhuma estatueta, consolidou-se como uma das leituras mais instigantes sobre o cofundador da Apple. Passados os anos, o longa é lembrado pelo duelo interpretativo entre Fassbender e Winslet, além do texto cortante de Sorkin, vencedor do Oscar por A Rede Social.
Hoje, segue citado em listas de melhores dramas biográficos dos anos 2010, ao lado de obras como The Social Network e The Imitation Game.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o duelo entre Michael Fassbender e Kate Winslet é o motor do filme. As cenas entre Jobs e Joanna Hoffman têm tensão real, sustentadas por um texto de Sorkin que trabalha mais com subtexto do que com exposição.
A direção de Danny Boyle imprime ritmo quase de teatro filmado, com cortes precisos e trilha sonora pontual. O resultado é um drama compacto, de pouco mais de 100 minutos, que não desperdiça tempo em contextualizações desnecessárias.
Ponto fraco: quem busca uma biografia histórica da Apple ou do Vale do Silício pode sair frustrado. O recorte é dramático, não documental, e ignora contextos maiores em nome do conflito pessoal.
A estrutura repetitiva, com três atos em espelho, também pode parecer artificial para espectadores mais céticos.
- O roteiro é baseado na biografia autorizada de Walter Isaacson, mas ignora deliberadamente diversos episódios do livro em nome do recorte dramático.
- A estrutura em três atos foi inspirada no método clássico de teatro, com cada bloco funcionando quase como uma peça independente.
- Kate Winslet estudou horas de entrevistas reais de Joanna Hoffman para construir a voz e os trejeitos da personagem.
Steve Jobs (2016) é baseado em fatos reais?
Sim, o filme é adaptado da biografia escrita por Walter Isaacson, publicada em 2011, mas comprime e reorganiza eventos para fins dramáticos.
Quem interpreta Steve Jobs no filme?
Michael Fassbender protagoniza, com Kate Winslet como Joanna Hoffman e Seth Rogen como Steve Wozniak.
Steve Jobs tem cena pós-créditos?
Não, o filme termina logo após os créditos finais, sem cena extra ou teaser.
Pra quem é este filme:
- Fãs de dramas biográficos como A Rede Social e The Imitation Game que valorizam roteiro acima de reconstituição de época.
- Leitores de biografias de figuras da tecnologia, especialmente da cultura Apple e do Vale do Silício nos anos 80 e 90.
- Apreciadores de diálogos afiados no estilo Aaron Sorkin, habituados a filmes como O Homem que Mudou o Jogo e Molly's Game.
Título original: Steve Jobs
País de origem: Estados Unidos
Data do lançamento: 14/01/2016
Distribuidora: Universal Pictures
Diretor: Danny Boyle
Principais atores: