Veja o trailer do filme O Preço do Amanhã

O Preço do Amanhã

O Preço do Amanhã

Sobre o que é O Preço do Amanhã

Em um futuro controlado, o corpo de todos para de envelher aos 25 anos. Para evitar a superpopulação, a sociedade decide que tempo virou dinheiro — literalmente.

Cada pessoa tem um relógio digital no braço que marca quanto lhe resta de vida. Sem créditos, você morre na calçada. Sem produção, o sistema te elimina.

A história acompanha Will Salas (Justin Timberlake), um operário de uma das zonas mais miseráveis do futuro, que recebe uma doação enorme de um desconhecido prestes a expirar. A partir desse presente, Will vira fugitivo do sistema.

No caminho, ele cruza com Sylvia (Amanda Seyfried), filha de um dos homens mais ricos do planeta. O sequestro dá errado, vira parceria, e os dois começam uma cruzada contra a estrutura que mantém a humanidade refém do próprio relógio.

Quando estreou e por que ainda importa

O Preço do Amanhã chegou aos cinemas brasileiros em 4 de novembro de 2011, pouco mais de um mês após a estreia nos EUA. Custou cerca de US$ 40 milhões e arrecadou aproximadamente US$ 174 milhões no mundo, um retorno mais do que saudável.

O longa dividiu a crítica na época: muitos elogiaram a premissa, outros reclamaram da execução rasa. Hoje, é cultuado como um dos filmes de ficção científica mais subestimados dos anos 2010.

Andrew Niccol tem um histórico forte nesse tipo de distopia cerebral. Antes desse, ele escreveu e dirigiu Gattaca - Experiência Genética e Pais e Filhas, sempre com temas de identidade, genética e controle social.

O filme nunca foi indicado ao Oscar nem a grandes festivais, mas entrou para listas recorrentes de distopias obrigatórias. A estética limpa, com relógios digitais brilhando na pele, virou referência visual.

Em tempos de discussão sobre renda, desigualdade e Hourglass Economy, o filme voltou a circular em debates online e em videoessays sobre o tema.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a premissa é cirúrgica. Transformar tempo em moeda não é só um truque de roteiro: é uma crítica à desigualdade que continua atualíssima. O Preço do Amanhã consegue ser entretenimento e manifesto sem perder o ritmo de suspense.

O visual assinado pelo diretor Andrew Niccol mantém a assinatura limpa e fria, com cenários que misturam decadência industrial e luxo quase futurista. A direção é segura, o elenco principal entrega bem e a corrida contra o relógio mantém a tensão do início ao fim.

Ponto fraco: o roteiro tropeça no próprio conceito. As ideias são ótimas, mas os personagens coadjuvantes funcionam quase como caricaturas, e a mitologia do mundo não é bem explicada — fica a sensação de que o filme poderia ter ousado mais.

Apesar disso, é um dos filmes de ficção científica mais inventivos dos últimos 15 anos, com um dos conceitos mais citados em listas de distopias modernas.

Curiosidades de bastidores

  • Andrew Niccol queria originalmente que Will Salas fosse interpretado por um ator com cerca de 20 anos, mas Justin Timberlake insistiu tanto no papel que o escalaram mesmo com 30 anos na época das filmagens
  • A ideia de envelhecer apenas até 25 anos é inspirada em teorias reais sobre restrição calórica extrema e longevidade discutidas em comunidades científicas e transhumanistas
  • O filme foi um dos primeiros grandes blockbusters a usar relógios digitais com animação em CG no próprio corpo dos atores, em vez de colar adereços reais. A equipe criou um sistema próprio para renderizar os contadores em tempo real

Perguntas frequentes

O Preço do Amanhã tem cena pós-créditos? Não. A história termina de forma fechada logo após o último ato, e não há cena extra depois dos créditos. Pode levantar do sofá sem medo de perder nada.

Qual é a mensagem central do filme? A crítica à desigualdade econômica transformada em metáfora literal. Tempo é dinheiro, literalmente, e quem nasce pobre nasce com o relógio para acabar.

O Preço do Amanhã é baseado em livro? Não. É uma história original escrita e dirigida por Andrew Niccol, o mesmo criador de Gattaca.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de ficção científica com crítica social, no estilo de A Origem e Sunshine - Alerta Solar
  • Quem curte distopias sobre desigualdade econômica, desigualdade de tempo e sistemas monetários (é praticamente um spin conceitual de Gattaca)
  • Quem gosta de thrillers com relógio correndo, perseguições, jogos de gato e rato e reviravoltas dentro de universos futuristas