Veja o trailer do filme O Filho da Noiva

O Filho da Noiva

O Filho da Noiva

Homem, 42 anos, três crises e um restaurante para administrar

Rafael Belvedere administra o restaurante do pai, paga boletos, briga com a ex-mulher e namora uma espanhola que cobra compromisso. Aos 42 anos, ele não tem tempo nem paciência para quase nada, e a vida virou uma lista de tarefas mal cumpridas.

O drama argentino, dirigido por Juan José Campanella e lançado em 2001, parte desse cotidiano sufocante para construir uma comédia dramática sobre quem esqueceu de viver enquanto cuidava de todo mundo.

Um infarto abre a primeira rachadura. O reencontro com o amigo de infância Juan Carlos (Eduardo Blanco) abre a segunda. A mãe, Norma, internada com Alzheimer, abre a terceira.

Estreia, Oscar e o lugar que o filme ocupa hoje

El Hijo de la Novia chegou aos cinemas argentinos em 2001 e desembarcou no Brasil em 11 de maio do mesmo ano, pela Europa Filmes. Foi a maior bilheteria da Argentina naquele ano e a porta de entrada de Ricardo Darín para o público brasileiro.

Em 2002, o longa disputou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, perdeu para o croata No Man's Land, mas saiu de lá com nome consolidado. Voltou a aparecer em premiações como o Goya de Melhor Filme Ibero-Americano e em tops de público e crítica mundo afora.

Hoje, mais de duas décadas depois, O Filho da Noiva segue sendo citado como referência obrigatória do cinema argentino, ao lado de O Segredo dos Seus Olhos e Relatos Selvagens. É tipo de filme que as listas de "indicados para chorar" repetem todo ano.

Vale o ingresso?

Ponto alto: Ricardo Darín em modo contido carrega o filme sem precisar de discurso dramático. Ele faz cara de cansado, corpo tenso e pronto, o público entende tudo. Norma Aleandro, em poucos minutos de tela, rouba qualquer cena em que aparece.

Ponto alto: O roteiro de Campanella e Fernando Castets dosa humor e emoção sem escorregar no melodrama fácil, algo raro em dramas familiares argentinos da mesma leva.

Ponto fraco: O ritmo é preguiçoso no primeiro ato, com conflitos sendo apresentados em série. Quem não embarca na premissa nos primeiros 20 minutos pode sentir vontade de trocar de sala.

Ponto fraco: O desfecho aposta em uma virada sentimental bastante previsível, telegraphed pelas próprias cenas de Alzheimer. A despedida final é tocante, mas não surpreende.

Curiosidades de bastidor

  • El Hijo de la Novia foi a maior bilheteria da Argentina em 2001, um feito raro para um drama de duas horas sobre crise de meia-idade.
  • Juan José Campanella também aparece em cena no papel do médico, participação rápida, fácil de perder.
  • Não tem cena pós-créditos, os créditos finais já fecham a história com a canção de Calle 13. Sair da sala antes é perder uma das melhores combinações de música e imagem do cinema argentino dos anos 2000.

Perguntas frequentes

O Filho da Noiva vale a pena? Vale, principalmente para quem curte dramas argentinos com humor e atuações premiadas. Ricardo Darín e Norma Aleandro justificam a sessão sozinhos.

Qual é a duração do filme e tem cena pós-créditos? São 123 minutos, e não tem cena pós-créditos. Pode esperar a música de Calle 13 nos créditos finais, mas o filme termina antes disso.

Onde assistir O Filho da Noiva online? O longa aparece com frequência em catálogos de streaming de filmes argentinos e em programações de canais de cinema da América Latina. A grade completa de cinemas, salas e horários está disponível no bloco de programação desta página.

Pra quem é este filme: