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A História Oficial

A História Oficial

16 Drama Duração: 1h 52min

Sobre o que é A História Oficial

Buenos Aires, 1983. A ditadura militar acabou, mas a sociedade argentina ainda finge que nada aconteceu.

Alicia (Norma Aleandro) é uma professora de história que vive confortavelmente com o marido Roberto (Héctor Alterio) e a filha adotiva Gaby. Ela ensina o que o governo manda ensinar. Não questiona.

Quando uma amiga exilada (Chunchuna Villafañe) reaparece e denuncia o paradeiro dos desaparecidos, Alicia começa a juntar peças. A verdade sobre Gaby se torna insuportável.

Dirigido por Luis Puenzo, o filme usa o cotidiano doméstico como espelho de uma nação cúmplice. Não há vilões caricatos. O horror mora nas entrelinhas da vida supostamente normal.

Estréia, legado e impacto

Lançado em 1985 na Argentina, La Historia Oficial se tornou um dos filmes mais importantes da história do cinema latino-americano. Foi o primeiro longa argentino a vencer o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, prêmio que dividiu com a suíça Diabólica Malícia em 1986.

Chegou ao Brasil em 2017 numa janela rara de reestréia comercial, fenômeno comum em títulos que voltam ao circuito para celebrar efemérides políticas.

Mais que um documento sobre a ditadura, é um filme fundacional sobre drama político. Continua estudado em escolas de cinema e exibido em mostras de direitos humanos até hoje.

Vale o ingresso?

Ponto alto: Norma Aleandro carrega o filme nas costas com uma das interpretações mais contidas e devastadoras do cinema argentino. Cada silêncio dela tem peso.

A direção de Puenzo é segura. O roteiro não entrega a denúncia de forma panfletária. Trabalha com acumulação.

Ponto fraco: O primeiro ato é deliberadamente lento. Quem busca ritmo acelerado pode estranhar a cadência doméstica. A recompensa vem, mas exige paciência.

Há um melodrama discreto na relação com a filha que pode soar datado para olhos de 2025. Funciona dentro do contexto, mas pede generosidade do espectador.

Curiosidades dos bastidores

  • Luis Puenzo começou a escrever o roteiro em 1981, três anos antes da estreia, justamente quando o final da ditadura começou a parecer viável
  • Norma Aleandro estava exilada no Uruguai e só pôde voltar à Argentina para gravar. O país ainda vivia sob censura militar
  • O filme foi a primeira produção argentina indicada e vencedora do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, abrindo caminho para títulos posteriores como O Filho da Noiva e Anita

Perguntas frequentes

A História Oficial é baseada em fatos reais? Sim. O filme parte de depoimentos reais de mães de desaparecidos durante a ditadura argentina (1976-1983) e do esquema sistemático de adoção ilegal de crianças.

A História Oficial está disponível em streaming no Brasil? A disponibilidade muda conforme o catálogo das plataformas. Consulte a seção de programação acima para ver opções atuais de cinema e streaming.

Qual é a classificação indicativa do filme? 16 anos. O longa aborda temas sensíveis como tortura, desaparecimento forçado e violência de Estado, sem cenas explícitas, mas com forte carga emocional.

Pra quem é este filme:

  • Quem gosta de dramas políticos baseados em fatos reais e dilemas morais
  • Fãs de cinema latino-americano, especialmente do ciclo argentino dos anos 1980
  • Interessados em ditadura militar, memória histórica e direitos humanos

Título original: La Historia Oficial

País de origem: Argentina

Data do lançamento: 16/03/2017

Diretor: Luis Puenzo

Principais atores: