Veja o trailer do filme Relatos Selvagens

Relatos Selvagens

Relatos Selvagens

Premissa

Imagine seis pessoas comuns, do tipo que cruza com você no trânsito ou na padaria. Cada uma carrega uma frustração que parece administrável. Até deixar de ser.

Relatos Selvagens é um filme de Damian Szifrón que pega pequenas e grandes injustiças do cotidiano e mostra o que acontece quando o autocontrole simplesmente acaba. Traições, cobranças, encontros de azar e vinganças. Tudo com humor ácido, violência seca e um ritmo que não dá trégua.

São seis histórias independentes, sem conexão narrativa direta, mas unidas por um mesmo tema: a civilização é só uma camada fina. Basta um empurrão para o instinto assumir o volante.

Se você curte suspense com pitada de comédia negra e crítica social, este é um prato cheio.

Estreia e legado

Relatos Selvagens chegou aos cinemas em 2014, produzido entre Argentina e Espanha, e logo virou fenômeno. No Brasil, a mesma onda que consagrou O Segredo dos Seus Olhos ajudou a vender o filme: público e crítica renderam-se ao humor cortante do roteiro.

O longa foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2015, venceu o Goya de Melhor Filme Ibero-Americano e arrastou prêmios em Cannes, onde Ricardo Darín se tornou um dos rostos mais reconhecidos do cinema argentino contemporâneo.

dez anos depois, segue sendo citado como referência de drama ácido. Relançamentos em sala pipocam pelo mundo. Esta nova passagem pelos cinemas brasileiros em 27/11/2024 é prova de que o filme envelheceu bem: continua divertido, perturbador e desconfortável na medida certa.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o roteiro de Szifrón é cirúrgico. Cada um dos seis episódios funciona como uma mini-armadilha para o espectador, que ri, se reconhece e fica inquieto ao mesmo tempo. A direção é precisa e o elenco argentino entrega atuações memoráveis.

As histórias têm ritmo desigual — duas delas são geniais, outras apenas boas. Mas o conjunto segura a mão do espectador até o corte final.

Ponto fraco: alguns episódios apostam pesado no humor negro e na violência, o que pode afastar quem prefere comédias mais leves. Não é um filme de maratonar com crianças por perto.

Curiosidades

  • O episódio final, com Leonardo Sbaraglia e Rita Cortese, foi o mais complexo de filmar: um único carro, dois personagens e uma conversa que muda de tom a cada minuto.
  • Damian Szifrón escreveu o roteiro em segredo durante anos, sem revelar o projeto nem a amigos próximos da indústria.
  • Algumas cenas de destruição de carros foram feitas com veículos reais, o que gerou momentos de tensão até nos bastidores.

Perguntas frequentes

Relatos Selvagens tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina dentro do próprio episódio final e não há cenas extras após os créditos. Pode levantar do sofá tranquilo.

As histórias de Relatos Selvagens são conectadas?

Não. São seis contos independentes, unidos apenas pelo tema da perda de controle. Dá para assistir qualquer um fora de ordem sem perder a essência.

Relatos Selvagens é baseado em fatos reais?

Não. É ficção pura, mas se inspira em situações cotidianas que o próprio Szifrón viveu ou ouviu de amigos. Por isso parece tão real.

Qual a classificação etária do filme?

14 anos, por causa de violência, humor ácido e algumas situações de tensão que não combinam com crianças pequenas.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cinema argentino e de Damian Szifrón, que curtem o humor ácido e a crítica social que ele explora.
  • Quem acompanha thrillers psicológicos com pitada de humor negro, tipo Tarantino sem metralhadora.
  • Quem já viu O cidadão ilustre e quer mais cinema sul-americano sobre普通人 comuns que explodem.