Veja o trailer do filme Snowden - Herói ou traidor

Snowden - Herói ou traidor

Snowden - Herói ou traidor

Suspense Biografia Duração: 2h 19min

Sobre o que é o filme

Edward Snowden era um funcionário terceirizado da NSA com acesso a alguns dos sistemas mais sensíveis dos Estados Unidos. Em 2013, ele vazou documentos que mostravam a coleta indiscriminada de dados de cidadãos comuns e o monitoramento de líderes estrangeiros.

O longa de Oliver Stone recria esse percurso sem se prender a uma cronologia única. A narrativa oscila entre o presente, em um hotel de Hong Kong, e os bastidores da carreira dele, passando por trechos militares, contratos com a CIA e a vida ao lado da namorada Lindsay Mills.

Mais do que um suspense de espionagem, o filme funciona como um biografia política que tenta traduzir, em linguagem cinematográfica, sistemas de vigilância que normalmente não saem dos papers técnicos.

Quando estreou e por que ainda importa

Snowden chegou aos cinemas brasileiros em 10 de novembro de 2016, depois de passar pelo Festival de Veneza no mesmo ano, onde recebeu críticas mornas. A recepção comercial foi discreta, mas a relevância temática ganhou fôlego com os desdobramentos reais do caso.

Os documentos divulgados por Snowden alimentaram discussões sobre o fim do programa PRISM, levantaram debates sobre o que fazer com o Facebook, com gigantes de telefonia e abriram caminho para legislações de proteção de dados como a GDPR europeia e a LGPD brasileira.

Quase uma década depois, o filme envelhece bem como retrato de uma era: a do começo da percepção pública de que privacidade e internet eram assuntos sérios.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a forma como a direção de Oliver Stone traduz a arquitetura técnica da vigilância em imagens compreensíveis, com telas, cabos e salas de servidores que parecem um organismo vivo.

Outro mérito: a composição de Joseph Gordon-Levitt, que evita o tom de mártir e entrega um protagonista mais ansioso do que heroico.

Ponto fraco: o roteiro adota um viés declaradamente favorável a Snowden, e o lado do governo é tratado quase como vilão de novela, o que reduz a tensão moral.

Outro porém: as duas horas e 19 minutos exigem paciência no terço final, quando a narrativa repete argumentos já apresentados.

Curiosidades dos bastidores

  • Oliver Stone se baseou nos livros The Snowden Files, de Luke Harding, e Time of the Octopus, do próprio Snowden, escrito durante o período de asilo na Rússia.
  • Joseph Gordon-Levitt passou semanas estudando o sotaque e os maneirismos de Snowden, chegando a gravar trechos de videoconferência para ajustar a voz.
  • Trechos do longa foram filmados em Munique, na Alemanha, para reconstruir com fidelidade a base da NSA em Fort Meade e o hotel Mira, em Hong Kong.

Perguntas frequentes sobre o filme

Snowden - Herói ou Traidor é fiel à história real?

Sim, segue a cronologia dos eventos de 2013, mas comprime diálogos e toma partido claro a favor de Snowden, o que aproxima o longa de um argumento jurídico, não de um documentário.

Quem dirige o filme?

Oliver Stone, diretor de Platoon, JFK e Wall Street, que aqui abandona a estética polêmica e entrega um trabalho mais sóbrio.

O filme tem cena pós-créditos?

Não. A história termina antes dos créditos finais, encerrando a narrativa com uma mensagem sobre vigilância em massa.

Pra quem é este filme:

  • Entusiastas de casos reais de espionagem, vigilância digital e delações políticas, que costumam ler livros como Permanent Record e acompanhar documentários sobre a NSA.
  • Fãs de Joseph Gordon-Levitt interessados em registros mais densos dele, diferentes deブロック.
  • Quem curte suspense político com pegada de tribunal, no estilo de Spotlight e The Post.