Veja o trailer do filme Meu amigo, o dragão

Meu amigo, o dragão

Sobre o que é Meu Amigo, o Dragão

Pete é um garoto que perde os pais em um acidente de carro no meio da floresta. Sozinho, ele é acolhido por um dragão gigante e peludo chamado Elliot, que tem o poder de se tornar invisível para o resto do mundo.

Seis anos se passam em uma infância inteira vivida entre árvores, lagoas e fogueiras. Oakes Fegley carrega o peso dramático do longa com uma naturalidade que surpreende para a idade.

A paz acaba quando a guarda-florestal Grace, vivida por Bryce Dallas Howard, cruza o caminho de Pete e, junto dela, a curiosidade de uma cidade inteira que não acredita em dragões.

Linha do tempo e legado do filme

Meu Amigo, o Dragão chegou aos cinemas brasileiros em 29 de setembro de 2016, em meio à era de ouro dos live-actions Disney. O estúdio apostava em releituras emocionais de seu próprio catálogo, e este longa entrava nesse pacote.

Trata-se do remake do Pete's Dragon original de 1977, dirigido na época por Don Chaffey, comédia musical em live action que misturava animação 2D com imagens reais.

A versão de 2016, assinada por David Lowery, dispensou os números musicais e trocou o tom de comédia leve por uma abordagem mais contemplativa, na mesma veia de Meu Amigo Vanderlei estilo Peter Pan.

Apesar da bilheteria morna, o filme rendeu uma indicação ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais e consolidou o estilo sensível de Lowery, que depois emplacaria sucessos como The Green Knight.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a relação entre Pete e Elliot funciona de verdade. O dragão tem olhos expressivos, piadas físicas e uma trilha sonora discreta que rouba a cena sem roubar a história. É cinema familiar com camadas para adultos.

Ponto alto: o elenco adulto dá o tom certo. Robert Redford aparece pouco, mas cada fala dele pesa como um capítulo de livro infantil. Karl Urban e Wes Bentley sustentam o lado da madeireira com eficiência.

Ponto fraco: o terceiro ato é direto demais. Quem já viu um Peter Pan ou Jurassic World sabe exatamente para onde a narrativa caminha, e a vilã acaba apagada no roteiro.

Ponto fraco: o ritmo é lento para padrões de aventura Disney. Crianças mais agitadas podem perder o interesse antes da grande sequência na cidade.

Curiosidades dos bastidores

  • O dragão Elliot foi inspirado em animais de pelúcia reais e tem mais de 2.500 expressões faciais programadas para a versão em CGI.
  • Robert Redford topou participar do filme depois de ver o roteiro original em 2012, antes da contratação de David Lowery para a direção.
  • A locação principal foi o Parque Nacional das Montanhas Rochosas, no Oregon, mesma região usada em produções como Jurassic World: O Reino Está Ameaçado.

Perguntas frequentes

Meu Amigo, o Dragão tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina com uma resolução fechada e os créditos rolam sem nenhuma cena extra, ao contrário de vários longas animados da Disney.

Meu Amigo, o Dragão é o remake de qual filme?

É a refilmagem do Pete's Dragon de 1977, dirigido por Don Chaffey, que misturava ação real com animação tradicional.

Meu Amigo, o Dragão é indicado para qual idade?

A classificação oficial é 10 anos, mas a trama é leve o bastante para crianças um pouco mais novas, desde que acompanhadas dos pais, principalmente por causa de cenas de tensão com a madeireira.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de animação e efeitos visuais que querem ver um dragão com peso emocional e não só espetáculo.
  • Pais que buscam um filme em família leve, com classificação 10 anos, para sessão de domingo à tarde.
  • Adoradores de aventuras ao ar livre com pegada nostálgica, no estilo dos longas Disney dos anos 80.