Veja o trailer do filme Melhor É Impossível

Melhor É Impossível

Melhor É Impossível

O que é Melhor É Impossível e por que ele ainda funciona

Melhor É Impossível (As Good As It Gets, 1997) é uma comédia dramática que aposta em algo raro: um romance adulto, sem filtro de polidez. Jack Nicholson vive Melvin Udall, escritor obsessivo e agressivo, que trata estranhos — e quem está por perto — como inimigos em potencial.

Na ponta receptora está Carol, a garçonete que ele destrói com frases todo dia. Helen Hunt segura a protagonista com uma paciência de aço que vai rachando cena a cena, até virar motor da história.

O enredo acelera quando Simon, o vizinho artista gay interpretado por Greg Kinnear, é assaltado, seu cachorro some, e Melvin é arrastado para a vida de outras pessoas pela primeira vez. O fio que une esses três é simples, mas o que James L. Brooks constrói em cima dele — diálogos rápidos, ferocidade emocional e humor cortante — é o que sustenta os 138 minutos.

É um filme sobre gente difícil tentando não afundar em si mesma. A direção aposta em pouca música, câmera próxima, e deixa o trabalho de elenco falar. Funciona justamente porque não tenta suavizar o que está em jogo.

Estreia, legado e os dois Oscars

Melhor É Impossível chegou ao Brasil em 6 de março de 1998, depois de uma temporada americana de peso em 1997. Era o tipo de aposta que estúdios tinham medo de fazer: romance com protagonista rude demais, humor ácido demais, e nenhuma trilha sonora pop empurrando emoção.

O filme fez US$ 314 milhões no mundo e levou dois Oscars de Acting: Melhor Ator para Jack Nicholson e Melhor Atriz para Helen Hunt — feito raro para uma produção de comédia. Foi indicado também a Melhor Filme, Direção e Roteiro Original, e recebeu o Globo de Ouro de Melhor Filme de Comédia ou Musical.

Quase três décadas depois, virou referência obrigatória em listas de melhor comédia dramática dos anos 90. É citado com frequência em comparativos com Pequena Miss Sunshine (2006), herdeiro natural do tom agridoce e dos personagens irritadiços de Brooks. O roteiro também ganhou prêmios de entidades de roteiristas e ainda é estudado em cursos de comédia americana.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a química entre Nicholson e Hunt. As cenas de restaurante sozinhas valem a sessão — humor pontual, tensão real, e uma virada emocional que não escorrega para o melodrama. O roteiro é o tipo de peça que cita sem soar datado.

Ponto fraco: o segundo ato perde fôlego. Depois do sequestro do cachorro, a narrativa entra em fase doméstica e o ritmo cai. Algumas resoluções chegam com pano quente demais para um filme que, até ali, tinha coragem de ser cruel.

Curiosidades de bastidores

  • O roteiro foi escrito por Mark Andrus e James L. Brooks, e exigiu mais de 30 reescritas antes da aprovação de Nicholson.
  • Nicholson e Helen Hunt são os únicos vencedores de Oscar de Atuação por um filme de comédia já adaptado a partir de uma história centrada em misantropia — e, por décadas, foram a única dupla a levar os dois Oscars de interpretação principal pelo mesmo filme.
  • Entre os figurantes do restaurante aparecem futuros rostos conhecidos: Maya Rudolph, Jamie Kennedy e Kathryn Morris, todos em pontas minúsculas antes de estourar em Hollywood.

Perguntas frequentes

Melhor É Impossível ganhou o Oscar? Sim. Levou dois Oscars em 1998: Melhor Ator (Jack Nicholson) e Melhor Atriz (Helen Hunt). Também foi indicado a Melhor Filme, Direção e Roteiro Original.

Melhor É Impossível é baseado em fatos reais? Não. A história é ficção, escrita por Mark Andrus e James L. Brooks, inspirada em parte no cotidiano de Nova York e na figura de escritores reclusos.

Qual a duração de Melhor É Impossível e ele tem cena pós-créditos? São 138 minutos de projeção, sem cena pós-créditos — a história fecha dentro do terceiro ato, sem gancho extra.

Pra quem é este filme: