Veja o trailer do filme A Corrente do Bem
A Corrente do Bem
O que é A Corrente do Bem
Um professor de Estudos Sociais propõe uma tarefa aparentemente impossível: criar algo capaz de mudar o mundo. Um aluno de 12 anos aceita o desafio e inventa um jogo.
O pay it forward é simples na teoria — faça um favor real a três pessoas e peça a cada uma que repita o gesto com outras três. A ideia atravessa uma classe social, vira notícia e, no caminho, obriga um professor marcado pelo passado, uma mãe solo no limite e um jornalista em crise a reagirem.
Drama com drama humano, ponta de romance e cara de comédia dramática nos momentos de respiro.
Estreia e legado
Nos EUA, chegou em 20 de outubro de 2000. No Brasil, entrou em cartaz em 23 de março de 2001, apostando no fim de semana seguinte ao Oscar (Helen Hunt e Kevin Spacey tinham acabado de levar estatuetas por Melhor É Impossível e Beleza Americana).
Foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante para Haley Joel Osment, então com 12 anos — uma das indicações mais jovens da história da categoria. Perdeu para Benicio Del Toro.
Mais de duas décadas depois, o termo pay it forward virou vocabulário corrente em redes sociais, campanhas de marketing e correntes solidárias. O filme envelhece irregular, mas o conceito segue firme.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o elenco principal. Spacey segura um personagem difícil (um professor com queimaduras no rosto e um segredo pesado) sem cair no melodrama piegas. Helen Hunt traz a exaustão de mãe solo com verdade — nada de heroína de novela das nove.
E Haley Joel Osment rouba cada cena em que aparece, mostrando por que virou queridinho de Spielberg logo depois de Sexto Sentido.
Ponto fraco: a mão pesada. A diretora Mimi Leder já vinha de O Pacificador e Impacto Profundo e aqui troca a ação pelo drama, mas mantém o mesmo pendor pelo grandioso. A reviravolta do terceiro ato é construída de forma tão óbvia que até quem nunca viu cinema percebe o que vem pela frente.
Para quem busca efeito catártico, funciona. Para quem prefere sutileza, vai sofrer.
- O filme é baseado no romance de Catherine Ryan Hyde, publicado em 1999 — a autora dizia ter recebido centenas de cartas de leitores relatando atos reais inspirados no livro.
- As cenas com fogo no rosto de Eugene usavam próteses que levavam cerca de cinco horas para serem aplicadas em Kevin Spacey.
- A frase “aqui não é só uma escola, é uma família” no pôster brasileiro nunca aparece no filme — foi decisão de marketing local da distribuidora para a estreia em 2001.
A Corrente do Bem é baseado em fatos reais?
Não. É uma adaptação do romance de Catherine Ryan Hyde, publicado em 1999. A autora, porém, afirmou que recebeu milhares de relatos de pessoas que aplicaram o jogo na vida real após lerem o livro.
Qual a classificação etária no Brasil?
Classificação indicativa de 12 anos, por conter temas como violência doméstica implícita, alcoolismo e linguagem moderada.
A Corrente do Bem tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com a resolução dramática principal e os créditos rolam em seguida, sem extras no final.
Pra quem é este filme:
- Fãs do cinema de mensagem americana do início dos anos 2000: se você curte On the Basis of Sex e dramas judiciais/sociais que apostam no emocional, este aqui é a mesma família.
- Quem acompanha carreiras de Oscar: o filme é um catálogo raro de astros no pico: Spacey e Hunt recém-coroados, Osment a caminho do estrelato e Jon Bon Jovi numa ponta inesperada como motociclista.
- Público que curte narrativas sobre efeito borboleta social: pequenas ações virando grandes ondas, no estilo de Jogo Entre Ladrões e outras tramas sobre conexões improváveis.
Título original: Pay It Forward
País de origem: EUA
Data do lançamento: 23/03/2001
Diretor: Mimi Leder
Principais atores: