Chaplin
Um gênio do cinema sob a lupa
Chaplin acompanha a vida de Charles Spencer Chaplin, o artista que transformou a figura do Vagabundo em ícone absoluto da cultura popular.
O recorte começa na infância miserável em Londres, atravessa a chegada ao cinema mudo, a consagração em Hollywood, os romances, e termina com o Oscar Honorário recebido em 1972.
A narrativa é conduzida por meio de uma longa entrevista de memórias, conduzida pelo editor da autobiografia do cineasta, em flashbacks que resgatam momentos marcantes da trajetória pessoal e profissional.
Estreia e legado
Lançado em 30 de julho de 1993 nos cinemas brasileiros, Chaplin nasceu do mesmo autor de O Homem Elefante, o diretor Richard Attenborough, especialista em retratos biográficos grandiosos.
O longa rendeu a Robert Downey Jr. uma indicação ao Oscar de Melhor Ator por sua interpretação física e vocal do mestre do slapstick.
Naquele ano, o filme disputou a temporada de premiações com concorrentes como O Silêncio dos Inocentes, mas saiu da cerimônia sem estatuetas, embora seja lembrado como uma das mais respeitadas cinebiografias da década de 1990.
Hoje, segue sendo a porta de entrada para o público que quer entender quem foi Chaplin por trás do bigode, do chapéu-coco e das Melhores Luzes da Cidade.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a performance de Robert Downey Jr. é o coração do filme. Ele reproduz a mímica corporal, o andar e o sotaque britânico de Chaplin com disciplina impressionante, sustentando mais de duas horas de tela com poucas cenas em que sai de personagem.
Ponto alto: a reconstituição de época capricha em figurino, cenários e câmera, com direito a cenas refilmadas dos bastidores de Tempos Modernos e O Grande Ditador.
Ponto fraco: a estrutura de entrevista-flashback empresta um tom burocrático a momentos que poderiam ser mais emocionantes, como o exílio político de Chaplin durante a era McCarthy.
Ponto fraco: a duração de 143 minutos peca pelo excesso de didatismo em passagens que tratam da vida amorosa e financeira do biografado.
Curiosidades
- Robert Downey Jr. aprendeu a tocar violino como Chaplin e chegou a regravou trechos de filmes mudos do astro para se preparar para o papel.
- Geraldine Chaplin é de fato filha de Charles Chaplin, o que dá à participação dela um peso afetivo raro entre cinebiografias.
- O longa foi rodado em locações na Inglaterra, Itália e Estados Unidos, e usou figurinos originais da época recuperados de acervos europeus.
Perguntas frequentes
Chaplin (1993) é fiel à história real?
Sim, o roteiro é baseado na autobiografia My Autobiography, publicada por Chaplin em 1964, e cobre os principais eventos da vida pública e privada do artista.
Robert Downey Jr. ganhou o Oscar por Chaplin?
Não. Ele foi indicado ao Oscar de Melhor Ator, mas perdeu o prêmio para Al Pacino, que ganhou naquele ano por Perfume de Mulher.
Chaplin está disponível em streaming no Brasil?
A disponibilidade varia conforme a plataforma e a janela de licenciamento. Consulte os catálogos atualizados de serviços como Netflix, Amazon Prime Video, Globoplay e Apple TV+.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema clássico: quem assiste os filmes da Sessão da Tarde, curte Buster Keaton e quer entender a origem do humor físico moderno.
- Admiradores de cinebiografias densas: público que gostou de filmes como O Aviador, My Fair Lady e do próprio O Homem Elefante.
- Historiadores da Hollywood antiga: leitores de bastidores da Era de Ouro que se interessam por contratos, estúdios e conflitos políticos da indústria.
Título original: Chaplin
País de origem: EUA, França. Itália, Japão
Data do lançamento: 30/07/1993
Diretor: Richard Attenborough
Principais atores: