Veja o trailer do filme Barrage

Barrage

Barrage

14 Festival Duração: 1h 51min

O que é Barrage

Catherine ficou dez anos fora. Morou na Suíça, construiu uma vida paralela, e deixou a filha Alba ser criada pela avó Elisabeth, em Luxemburgo.

Quando volta, encontra os papéis da casa já desenhados. A avó é a mãe. A neta a respeita como tal. E Catherine precisa reinventar um lugar que não existe mais.

A diretora Laura Schroeder concentra esse conflito em uma viagem à casa de veraneio da família, onde três gerações dividem cômodos pequenos e feridas grandes.

O longa se apresenta como um drama de festival sobre maternidade, culpa e território afetivo, exibido no Fórum do Festival de Berlim 2017.

Quando estreou e por que importa

Barrage estreou no Fórum da Berlinale em fevereiro de 2017, sessão dedicada a filmes de risco autoral. Foi a escolha para abrir a janela internacional da Laura Schroeder como diretora de longas.

Na temporada europeia, circulou por festivais como Karlovy Vary e Lux Film Festival, ganhando prêmio de melhor atriz para Isabelle Huppert no último.

Para o público brasileiro, chega como título de circuito selecionado, com distribuição da Festival. É o tipo de drama de personagem que ganha sobrevida em sessões únicas e mostras universitárias.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o trio central funciona como relógio. Isabelle Huppert faz de Elisabeth uma avó que ama sem devolver o que tomou. Lolita Chammah sustenta a instabilidade de Catherine sem pieguice. E Themis Pauwels rouba cenas como Alba, com uma presença dura e silenciosa.

Ponto alto: a direção de Laura Schroeder escolhe enquadramentos claustrofóbicos, sempre com uma janela ou uma porta cortando o quadro. A casa vira metáfora visual da família.

Ponto fraco: o terceiro ato alonga o silêncio além do necessário. Quem busca reviravoltas ou catarse vai sair frustrado.

Ponto fraco: a trilha sonora é praticamente inexistente, o que pode soar ascético demais para quem não está acostumado com o ritmo europeu de festival.

Curiosidades

  • O roteiro de Laura Schroeder foi escrito em luxemburguês, francês e inglês ao mesmo tempo, refletindo a identidade trilingue do país.
  • A casa de veraneio usada nas filmagens fica às margens do rio Mosela, e as cenas aquáticas foram gravadas em condições reais de água gelada.
  • Isabelle Huppert e Lolita Chammah são mãe e filha na vida real, o que dá uma camada extra desconfortável às cenas de disputa por Alba.

Perguntas frequentes

Barrage tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina de forma seca, sem recursos extras após os créditos.

Barrage é de qual país?

É uma coprodução entre Luxemburgo, Bélgica e França, com direção de Laura Schroeder.

Barrage é indicado para qual tipo de público?

Público adulto, indicado para 14 anos. Recomendado para quem curte cinema de festival e dramas familiares europeus, com filmes como Souvenir e A Bela que Dorme como referência.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de Elle e Suíte Francesa que querem Huppert em modo contido.
  • Quem acompanha cinema do Leste europeu e dramas familiares como Mais forte que bombas e O vale do amor.
  • Leitores de Elena Ferrante e Annie Ernaux, interessados em婦人科 emocionais sem moralização.

Título original: Barrage

País de origem: Luxemburgo / Bélgica / França

Distribuidora: Festival

Diretor: Laura Schroeder

Principais atores: