Veja o trailer do filme Mais forte que bombas
Mais forte que bombas
O que é Mais forte que bombas e por que ele incomoda tanto
Anos depois de perder a mãe em um acidente de carro, o professor Jesse Eisenberg volta à casa da família para acompanhar uma retrospectiva do trabalho dela como fotógrafa de guerra.
O reencontro com o pai (Gabriel Byrne) e com o irmão mais novo (Devin Druid) reabre feridas que pareciam cicatrizadas.
Cada um guarda uma versão diferente da mulher, e o drama de Joachim Trier vai puxando esses fios com paciência europeia, sem pressa de dar respostas fáceis.
Estreia, recepção e o lugar do filme na filmografia de Trier
Mais forte que bombas chegou aos cinemas brasileiros em 7 de abril de 2016, depois de ter passado por Cannes 2015 — onde rendeu uma Palma de Ouro de melhor atriz para Isabelle Huppert, ainda que em outro trabalho (Elle, de Paul Verhoeven).
Foi a primeira produção em inglês do norueguês Trier, conhecido por obras como Reprise e Oslo, 31 de agosto, e chamou atenção justamente pela mudança de idioma sem perda de estilo.
Apesar de bem recebido pela crítica internacional, o longa teve bilheteria discreta e entrou no circuito de cinéfilos como um daqueles títulos que crescem em revisões posteriores.
Hoje, é lembrado como um dos retratos masculinos do luto mais contidos do cinema dos anos 2010, lado a lado de dramas como O vale do amor e Café Society, que também chegaram às telas brasileiras naquele mesmo 2016.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o elenco trabalha em registro contido, especialmente Gabriel Byrne, que sustenta as cenas mais densas praticamente só com o olhar. A direção de Trier transforma o luto em algo quase físico, com cortes que imitam a maneira como a memória volta em ondas.
Ponto fraco: o terceiro ato escorrega para uma revelação que empurra o roteiro rumo ao melodrama e dilui a sobriedade do que vinha antes. Quem busca reviravoltas explosivas provavelmente vai sair frustrado.
Curiosidades de bastidores
- Primeiro longa em inglês de Joachim Trier, que co-escreveu o roteiro com Eskil Vogt, parceiro frequente desde Reprise.
- Isabelle Huppert aparece principalmente em fotos e vídeos, já que sua personagem morreu antes do início da trama.
- A estreia em Cannes 2015 aconteceu no mesmo ano em que Huppert foi premiada pela atuação em Elle, consolidando um período histórico da atriz.
Perguntas frequentes sobre Mais forte que bombas
Mais forte que bombs é baseado em alguma história real?
Não. O roteiro é uma criação original de Joachim Trier e Eskil Vogt, inspirado em dinâmicas familiares e na relação com a fotografia documental.
Qual é a duração de Mais forte que bombas?
São 109 minutos de projeção, classificação indicativa 14 anos, e produção entre Noruega, França e Dinamarca.
Mais forte que bombas tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina de forma direta, sem sequência extra durante ou depois dos créditos finais.
Pra quem é este filme:
- Fãs do cinema de Joachim Trier que já viram Reprise e Oslo, 31 de agosto e querem ver o diretor em inglês.
- Admiradores de Isabelle Huppert interessados em uma atuação construída mais por presença do que por falas.
- Quem gosta de dramas familiares lentos, no estilo de O vale do amor e outras peças introspectivas que estrearam no mesmo ano.
Título original: Louder Than Bombs
País de origem: Noruega, Franc¸a, Dinamarca
Data do lançamento: 07/04/2016
Diretor: Joachim Trier
Principais atores: