Veja o trailer do filme Amores Imaginários
Amores Imaginários
Sobre o que é o filme
Xavier Dolan tinha 21 anos quando dirigiu Amores Imaginários, segundo longa de uma filmografia que viraria referência do cinema queer contemporâneo. A premissa é simples e voraz.
Francis e Marie são melhores amigos em Montreal. Encontram Nicolas, um jovem bonito recém-chegado do interior do Quebec, e a vida dos três se entrelaça em jantares, festas e madrugadas regadas a tequila.
O que começa como paquera vira uma disputa silenciosa pelo mesmo homem, capaz de corroer a amizade que existia antes dele. O filme olha para esse triângulo com humor, desejo e uma melancolia crescente.
Para quem curte comédia dramática com pegada estética forte, é uma sessão obrigatória.
Quando estreou e por que ainda é lembrado
Estreou no Brasil em 18 de novembro de 2011, pela Imovision, chegando quase um ano depois da passagem mundial pela Quinzena dos Realizadores em Cannes 2010, onde o filme dividiu o prêmio da juventude Regards Jeunes.
Na França, concorreu ao César de melhor filme estrangeiro e ajudou a consolidar o nome de Dolan no circuito de festivais ainda antes do estouro de Mommy (2014).
Hoje é lembrado como o filme em que o diretor lapidou sua marca: trilha sonora ancorada em pop oitentista, câmera que se aproxima dos rostos como quem espia uma intimidade e cortes rápidos em sequência. É peça de colecionador.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a direção de arte e a fotografia. Cada plano parece um editorial de moda, com figurinos pensados nos mínimos detalhes, principalmente os blazers oversized de Francis. A trilha sonora entra como personagem, costurando Donna Summer, Anni Rossi e Arcade Fire.
As atuações também seguram a proposta. Niels Schneider usa o charme com cálculo e deixa transparecer o vazio por trás do sorriso. Dolan e Monia Chokri entregam uma amizade crível, feita de olhares cúmplices e rusgas silenciosas.
Ponto fraco: o segundo ato derrapa no ritmo. Algumas sequências estéticas se alongam além do que a narrativa precisa, e o desfecho soa abrupto, quase como se o próprio filme perdesse o interesse no próprio conflito. Quem espera respostas grandes pode sair frustrado.
Curiosidades de bastidores
- Dolan escalou Louis Garrel em aparição breve, mas o ator teve as cenas cortadas na versão final do filme
- Foi rodado em Montréal com orçamento enxuto, parte dele financiado pelo próprio Dolan, que apostou na renda obtida com o longa de estreia Eu Matei Minha Mãe
- A música-tema veio de Patrick Watson, compositor quebequense amigo do diretor, e emplacou nas rádios alternativas europeias
Perguntas frequentes
Amores Imaginários tem cena pós-créditos?
Não. Os créditos finais começam logo após a última sequência, acompanhados pela trilha sonora completa. Não espere nenhum easter egg depois do corte.
O filme é baseado em alguma obra?
Não. A história é original de Xavier Dolan, escrita e dirigida por ele. A trama bebe de referências como É apenas o fim do mundo e o próprio repertório estético do diretor.
Qual a classificação indicativa no Brasil?
Foi classificado para maiores de 16 anos, devido a conteúdo sexual, drogas e linguagem. Não é recomendado para sessões em família com crianças pequenas.
Pra quem é este filme:
- Fãs de melodrama visual com humor ácido e câmera performática
- Quem acompanha o cinema de Xavier Dolan e quer entender a origem do estilo dele
- Interessados em histórias de triângulos amorosos contadas pelo lado da amizade destruída
Título original: Les Amours Imaginaires
País de origem: Canadá
Data do lançamento: 18/11/2011
Distribuidora: Imovision
Diretor: Xavier Dolan
Principais atores: