Veja o trailer do filme A Máquina
A Máquina
O filme
Em um futuro próximo, o resort Vice funciona como um parque de diversões sem regras: violência, sexo e todo tipo de transgressão estão liberados para clientes que pagam caro. Tudo é possível porque os parceiros dos visitantes não são humanos — são robôs com aparência realista.
Kelly, uma das androides interpretadas por Ambyr Childers, começa a ter flashbacks de memórias que deveriam ter sido apagadas pelo sistema. Aos poucos, ela entende o que é e o que está em jogo. A partir daí, a trama de ficção científica vira uma corrida pela liberdade.
O longa carrega um elenco curioso. Bruce Willis aparece como Julian Michaels, o criador desse paraíso artificial, com aquele olhar de quem já viu de tudo. Thomas Jane entra como o policial durão que descobre o esquema e tenta ajudar Kelly.
Linha do tempo e legado
A Máquina chegou ao circuito em 2015 nos Estados Unidos, com distribuição limitada em vídeo no Brasil. É o tipo de produção que estreou direto em home video, sem grande campanha de marketing, e circulou mais por locadora e streaming do que por cinema.
O longa é assinado por Brian A. Miller, diretor que se especializou em ação B de baixo orçamento e entregou títulos como O Justiceiro. Não há grandes prêmios nem passagem por festivais. Hoje, sobrevive como curiosidade na filmografia de Bruce Willis no período em que o astro aceitou praticamente qualquer roteiro para fechar calendário.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a premissa é interessante. Explorar livre-arbítrio de uma androide num resort de prazeres é uma ideia com potencial para discutir consciência e objetificação, ainda que o filme não aprofunde isso.
A protagonista carrega o filme nas costas. Ambyr Childers entrega a vulnerabilidade e a raiva de Kelly com competência, mesmo com o material limitado que recebe.
Ponto fraco: o roteiro é raso. Os diálogos expositivos demais jogam o espectador para fora da imersão, e o terceiro ato apela para clichês de ação genéricos que já apareceram em dezenas de filmes B.
Bruce Willis aparece pouco e entrega exatamente o tipo de presença automática que marcou sua fase tardia. Não espere brilhantismo — espere funcionalismo.
- O título original é "Vice", mas no Brasil virou "A Máquina" para evitar confusão com outros longas de mesmo nome.
- O roteiro foi escrito pelo próprio diretor Brian A. Miller, que também assina a produção, o que é marca registrada das produções de baixo orçamento dele.
- As cenas do resort Vice foram filmadas em locações reduzidas para baratear custos, e o design de produção compensa com iluminação neon e muita chuva artificial.
A Máquina é bom?
É um filme B funcional. Cumpre o que promete se você baixa a expectativa. Não é brilhante, mas também não é dos piores filmes de ação com Bruce Willis nesse período.
A Máquina tem cena pós-créditos?
Não. Os créditos finais rolam sem nenhuma cena extra, então dá para levantar do sofá assim que a última cena termina.
Qual é a classificação etária de A Máquina?
A classificação indicada é 14 anos, por causa de violência, conteúdo sexual explícito e linguagem forte, condizente com a premissa do resort sem regras.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Bruce Willis que colecionam todos os filmes dele lançados em home video e não se importam com orçamento baixo.
- Quem curte ficção científica B com pegada cyberpunk e prefere premissa a roteiro polido.
- Apostadores de maratona de ação que já viram O Justiceiro, Predador (2018) e títulos similares e querem mais uma dose no mesmo estilo.
Título original: Vice
País de origem: Brasil
Data do lançamento: 24/03/2006
Distribuidora: Globo Filmes
Diretor: Brian A. Miller, João Falcão
Principais atores: