Luís Lázaro Sacramento de Araújo Ramos OMC (Salvador, 1 de novembro de 1978) é um ator, diretor e escritor brasileiro. Sua carreira iniciou em 1994 no grupo Olodum, onde fez inúmeras peças, e mais tarde tornou-se amplamente influente no cinema, televisão e na cultura contemporânea no Brasil. Os prêmios de Ramos incluem um Prêmio Grande Otelo, dois Prêmios APCA, três Prêmios Guarani e quatro Prêmios Qualidade Brasil, bem como dois troféus do importante Festival de Gramado.
A carreira de Ramos começou em produções teatrais do Bando de Teatro Olodum, em Salvador, ainda na década de 1990 quando era adolescente. No entanto, ganhou projeção com a montagem teatral A Máquina (2000) e aclamação no filme Madame Satã (2002), no papel do transformista João Francisco dos Santos, pelo qual recebeu os importantes Prêmio Grande Otelo, Prêmio APCA e Prêmio Guarani de Cinema, todos como Melhor Ator. A partir daí, passou a destacar em produções de sucesso como O Homem que Copiava (2003), Meu Tio Matou um Cara (2004), Cidade Baixa (2005), Ó Paí, Ó (2007), O Vendedor de Passados (2015), Tudo Que Aprendemos Juntos (2015), Mundo Cão (2016), O Beijo no Asfalto (2018), O Silêncio da Chuva (2021), O Primeiro Natal do Mundo (2023) e Velhos Bandidos (2026).
Na televisão, foi, durante os anos de 2002 a 2003, um dos correspondentes do dominical Fantástico, até começar a se destacar como um dos protagonistas da série Sexo Frágil (2003–04). No entanto, foi em 2006, que Lázaro ganhou projeção nacional, ao interpretar o malandro Foguinho, um dos personagens principais da novela Cobras & Lagartos, trabalho que lhe rendeu vários prêmios e elogios, incluindo uma indicação ao Emmy Internacional de melhor ator no ano de 2007. A partir daí, destacou-se em outros trabalhos televisivos, como as novelas Duas Caras (2007), Lado a Lado (2012), Geração Brasil (2014), Elas por Elas (2023) e A Nobreza do Amor (2026), as séries Ó Paí, Ó (2008–2009) e Mister Brau (2015-2018), e na apresentação de programas como Espelho (2006–2021) no Canal Brasil, Lazinho com Você (2017) e Os Melhores Anos das Nossas Vidas (2018), ambos na TV Globo.
Na parte técnica, dirigiu diversos episódios do Espelho e documentários como Zózimo Bulbul (2006) e Bando, um Filme De (2018), além do premiado longa-metragem Medida Provisória (2022), a qual também escreveu e pelo qual ganhou um prêmio de melhor diretor no Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa. Ele também escreveu diversos livros, como os infantis A Velha Sentada (2010) e Caderno de rimas do João (2015), além do autobiográfico Na Minha Pele (2017).