Predador

Sobre o que é Predador

Um Predador mais evoluído chega à Terra fugindo de um conflito maior entre as próprias espécies alienígenas. A caçada, porém, não acontece como antes: ele carrega tecnologia capaz de mudar o equilíbrio de poder no planeta.

O soldado Quinn McKenna (Boyd Holbrook) intercepta parte do equipamento e tenta enviá-lo para análise. A bióloga Casey Brackett (Olivia Munn) entra na história quando o governo decide usar a invasão como cobaia. O resultado é um team-up improvável entre desajustados armados e uma cientista sem treino de combate.

O diretor Shane Black — que atuou no Predador original de 1987 — assume a direção com a intenção de modernizar a franquia. A mistura é declarada desde o roteiro: ação visceral, ficção científica com regras próprias e terror de caça.

Estreia e legado

Predador chegou aos cinemas brasileiros em 2 de agosto de 2018. Nos Estados Unidos, a abertura foi tímida: cerca de US$ 24 milhões no fim de semana, abaixo das expectativas de uma franquia com quarenta anos de marca.

A produção custou cerca de US$ 88 milhões e fechou a bilheteria mundial em torno de US$ 160 milhões, o que configurou um resultado comercial considerado moderno. As críticas foram duras, com destaque para o roteiro fragmentado e o tom instável.

Mesmo assim, o longa entrou para a lista de cultuáveis entre fãs de ficção científica B. Em 2018, concorrências como X-Men: Apocalipse e o ainda recente Logan dominavam o circuito de super-heróis, e Predador apostou no público que sentia falta de criatura alienígena clássica.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o design da criatura repaginado, com máscara, armadura e canhão maiores e mais expressivos, é o tipo de upgrade que justifica o ingresso por si só. As sequências noturnas na floresta abusam de silhueta e luz vermelha, com humor ácido entre os soldados que diverte.

As performances de Trevante Rhodes, Keegan-Michael Key e Sterling K. Brown sustentam cenas longas de ação com timing cômico.

Ponto fraco: o terceiro ato troca o terror de caça por um confronto genérico de destruição em cidade, com locações de Atlanta sobrepostas a problemas de continuidade. O roteiro insere um menino prodígio (Jacob Tremblay) como peça-chave, mas a subtrama com ele é tratada às pressas.

Para quem busca seriedade dramática, soa raso. A sensação é de piloto cancelado: o longa gasta mais tempo plantando universo do que fechando história.

Curiosidades de bastidores

  • Shane Black atuou no Predador original (1987) como Hawkins; aqui ele dirige e co-escreve, fechando um ciclo criativo de 31 anos.
  • Jake Busey (Jake Busey) interpreta o filho do caçador que aparece no filme de 1987, uma referência direta ao ator Gary Busey.
  • As filmagens em Vancouver precisaram de duas versões da armadura alienígena por conta de problemas climáticos durante capturas externas.

Perguntas frequentes

Predador 2018 é sequência ou reboot?

É sequência direta do longa de 1987, ignorando os spin-offs anteriores. A continuação cronológica da franquia.

Preciso ter visto o Predador original para entender?

Não. O roteiro apresenta o alienígena, mas mitologia e referências pesam mais para quem viu a versão com Schwarzenegger.

Tem cena pós-créditos?

Tem. O teaser final antecipa o próximo capítulo da franquia com uma nova raça de Predadores chegando à Terra.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de ação B dos anos 1980-1990, especialmente quem cresceu com Arnold Schwarzenegger no papel principal.
  • Entusiastas de ficção científica com criaturas aliens que preferem efeitos práticos a computação pesada.
  • Quem curte o humor ácido e os diálogos rápidos de Shane Black, vindos de Dois Caras Legais.