Veja o trailer do filme A História do Mundo – Parte I
Do Éden à Bastilha, sem cerimônia
Em A História do Mundo – Parte I, Mel Brooks resolve contar toda a civilização em 92 minutos. O resultado é uma sátira em episódios que vai da Idade da Pedra ao cadafalso de Luís XVI, passando por Roma, a Inquisição Espanhola e a Revolução Francesa.
Brooks escreve, dirige e estrela a bagunça, interpretando Moisés, o ator romano Comicus, o rei Luís XVI e o inquisidor Torquemada, entre outros. É comédia anacrônica assumida, feita para rir de coisas sérias sem pedir licença.
Como foi a chegada e o que sobrou
Lançado em 13 de novembro de 1981 nos Estados Unidos, o filme foi uma aposta cara da Fox e dividiu a crítica na época. Brooks tinha acabado de sair do sucesso de Primavera para Hitler e da consagração de Os Batutinhas, então as expectativas eram altas.
A resposta comercial foi morna, mas o longa entrou para o hall dos clássicos cultuados. A indicação ao Oscar de Roteiro Original em 1982 ajudou a legitimar a bagunça. Hoje, é citado como influência por comediantes de várias gerações e é presença obrigatória em listas de melhores paródias já feitas. O curioso é que nunca houve a tal Parte II nos cinemas — o projeto só ganhou sequência em formato de série, décadas depois, no Hulu.
Vale o ingresso?
Ponto alto: os números musicais, especialmente a canção de abertura It's Good to Be the King e o número da Revolução Francesa, funcionam melhor do que deveriam. São infames, grandiloquentes e genuinamente engraçados.
Ponto alto: o elenco é absurdo de bom. Madeline Kahn, Dom DeLuise, Harvey Korman e Cloris Leachman se entregam ao caos com timing impecável. Orson Welles como narrador já vale o ingresso por si só.
Ponto fraco: o ritmo é irregular. Os episódios de Roma e da Inquisição funcionam melhor, enquanto o da Idade da Pedra e o doalienígena no final soam datados e alongados.
Curiosidades de bastidor
- Mel Brooks usou o pseudônimo de "Alan Johnson" no musical porque queria que o trabalho fosse avaliado pelo mérito, não pelo seu nome.
- O número de abertura It's Good to Be the King custou mais de meio milhão de dólares, uma fortuna para a época, e Brooks ainda achou barato.
- Orson Welles gravou suas falas como narrador em apenas algumas horas, num trabalho relâmpago típico do início dos anos 80.
Perguntas frequentes
A História do Mundo – Parte I tem cena pós-créditos? Não, o filme termina logo após o segmento da Revolução Francesa, sem extras no final.
A História do Mundo – Parte I é engraçado hoje em dia? Depende do seu humor. Quem curte paródias escrachadas e piadas anacrônicas vai rir bastante. Quem prefere comédia mais sutil pode achar datado.
Qual é a duração do filme? São 92 minutos, divididos em episódios curtos. É uma sessão leve e rápida de assistir.
Pra quem é este filme:
- Fãs do humor nonsense de Mel Brooks, Gene Wilder e do cinema de paródia dos anos 70 e 80.
- Apaixonados por musicais cômicos que curtem números grandiloquentes com letras absurdas.
- Estudantes de história e curiosos culturais que riem de piadas sobre a Revolução Francesa, a Inquisição e o Império Romano.
Título original: History of the World : Part I
País de origem: EUA
Data do lançamento: 13/11/1981
Distribuidora: Twentieth Century Fox
Diretor: Mel Brooks
Principais atores: