Veja o trailer do filme A Bússola de Ouro

A Bússola de Ouro

A Bússola de Ouro

Do que se trata A Bússola de Ouro

Lyra Belacqua é uma órfã criada dentro da Universidade Oxford, em um mundo onde cada pessoa carrega um daemon — a manifestação animal de sua própria alma. Ao lado de Pantalaimon, o daemon que muda de forma, ela leva a vida entre os acadêmicos até descobrir a existência do Pó, uma substância misteriosa que intriga as autoridades religiosas.

O desaparecimento de crianças, incluindo seu melhor amigo Roger, puxa Lyra para uma jornada que atravessa o Ártico, feiticeiras e ursos-polares blindados. O instrumento que dá nome ao filme é o aletiômetro, capaz de responder qualquer pergunta de forma honesta — desde que o usuário saiba perguntar.

Dirigido por Chris Weitz, o longa adapta o primeiro volume da trilogia Fronteiras do Universo, de Philip Pullman, e marca a estreia de Dakota Blue Richards como protagonista.

Estreia, legado e impacto cultural

A Bússola de Ouro chegou ao Brasil em 25 de dezembro de 2007, embalada por um orçamento estimado em US$ 180 milhões e uma campanha de marketing global da New Line Cinema. Era a aposta da produtora para criar uma nova franquia jovem-adulta antes mesmo do estouro de Harry Potter e Crepúsculo.

Bilheteria de cerca de US$ 372 milhões no mundo não foi suficiente para bancar os custos de produção e marketing, e os planos para a sequência foram congelados. A derrota comercial abriu espaço para o discurso de que filmes religiosos eram antipáticos ao público americano, embora os números mostrem que o problema foi de ritmo e roteiro, não de temática.

O longa levou o Oscar de Efeitos Visuais em 2008, pela recriação digital dos daemons e dos ursos blindados. Décadas depois, segue citado em qualquer lista de adaptações de fantasia que não emplacaram sequência, junto a obras como Lion - Uma Jornada para Casa em termos de prestígio de elenco.

Hoje é lembrado como um objeto curioso: visualmente brilhante, com elenco dos sonhos — Nicole Kidman, Daniel Craig, Eva Green, Christopher Lee, Tom Courtenay e Sam Elliott — e um trunfo nunca aproveitado.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o design de produção. Oxford reconstruída em estúdio, a paleta de cores polares, os ursos blindados, os daemons animados com capricho. Para os padrões de 2007, o visual ainda segura bem — e não é à toa que rendeu o Oscar técnico de Efeitos Visuais.

O elenco adulto é outro trunfo: Kidman, Craig, Green, Lee e Elliott emprestam gravidade ao material, e a descoberta de Dakota Blue Richards funciona como protagonista.

Ponto fraco: o roteiro tenta comprimir um livro denso em 113 minutos. O terceiro ato atropela arcos importantes, a mitologia do Pó e do Magisterium fica mal explicada, e Lyra passa de criança esperta a peça do tabuleiro sem o tempo necessário para essa virada.

Para quem nunca leu Pullman, o filme funciona como porta de entrada razoável, mas deixa a sensação de que está vendo um trailer estendido de uma série que não foi feita.

Curiosidades dos bastidores

  • Christopher Lee gravou suas cenas em um único dia, e seu personagem aparece majoritariamente em silhueta e voz, reforçando a aura de ameaça.
  • Para o papel de Lyra, foram testadas mais de 10 mil meninas. A escalação de Dakota Blue Richards foi divulgada apenas após testes de química com Nicole Kidman e Daniel Craig.
  • O aletiômetro original do livro tem 21 ponteiros, mas a versão cinematográfica do filme simplificou para três, para facilitar a leitura visual do público.

Perguntas frequentes sobre A Bússola de Ouro

A Büssola de Ouro tem cena pós-créditos? Não. O filme termina com a despedida do Magisterium, sem cenas extras após os créditos.

A Bússola de Ouro é fiel ao livro de Philip Pullman? É uma adaptação parcial, com cortes de subtramas, alterações no clímax e no destino de alguns personagens, especialmente no terceiro ato.

Por que a franquia de A Bússola de Ouro foi cancelada? A bilheteria abaixo do esperado e a recepção morna do público nos Estados Unidos travaram a sequência planejada, A Faca Sutil, que até hoje não foi produzida para o cinema.

Pra quem é este filme: