Veja o trailer do filme Um Jantar para Idiotas

Um Jantar para Idiotas

Um Jantar para Idiotas

Comédia Duração: 1h 44min

O que esperar do filme

Um Jantar para Idiotas parte de uma premissa simples: um grupo de executivos aposta quem consegue encontrar o idiota mais memorável para um jantar competitivo. Tim, vivido por Paul Rudd, é o cara que topa a missão e esbarra em Barry, um sujeito excêntrico interpretado por Steve Carell.

O filme é uma comédia de situações construída sobre o humor constrangedor, com Barry arrastando Tim para uma sequência de mal-entendidos profissionais e românticos.

A direção de Jay Roach repete a fórmula que funcionou em Entrando Numa Fria Maior Ainda, mas sem o mesmo fôlego. O ritmo oscila e o roteiro segura demais as piadas antes de soltá-las.

Estreia e legado

Um Jantar para Idiotas chegou aos cinemas dos Estados Unidos em julho de 2010, com estreia no Brasil no mesmo mês pela Paramount Pictures. O longa arrecadou cerca de 86 milhões de dólares no mundo, com orçamento de 69 milhões, um resultado razoável considerando o custo de marketing.

O filme é um remake de O Jantar dos Idiotas (Le Dîner de Cons), produção francesa de 1998 dirigida por Francis Veber, que já era uma adaptação da peça teatral Le Dîner de Cons. A versão americana trocou o contexto parisiense pelo universo corporativo de uma revista financeira.

Entre os pontos altos da produção está o figurino e a construção das maquetes de Barry, criadas com ratos taxidermizados. O longa entrou no Guinness Book como a comédia com o maior número de ratos usados em produção. Na cultura pop, ficou marcado como exemplar tardio da comédia pastelão de elenco, época que precedeu a onda de humor mais seco do streaming.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a química entre Paul Rudd e Steve Carell é o motor do filme. Carell encontra um tom perfeito entre a inocência e a tristeza de Barry, e as cenas de interação entre os dois funcionam melhor do que o roteiro sugere no papel.

Ponto alto: o design de produção capricha nas maquetes e figurinos. As cenas de Barry apresentando suas criações no trabalho de Tim rendem momentos visuais absurdos e bem construídos.

Ponto fraco: o terceiro ato desanda. O roteiro enrola a resolução do conflito central e ainda encaixa uma reviravolta forçada que empurra a história para um desfecho moralizante.

Ponto fraco: a comédia depende demais de piadas corporativas e subtramas sem payoff, como o personagem de Zach Galifianakis, que aparece e some sem acrescentar quase nada.

Curiosidades de bastidor

  • O roteiro é de David Guion e Michael Handelman, que depois assinariam a comédia Mortdecai com Johnny Depp.
  • Bruce Greenwood, que vive o chefe de Tim, é o mesmo ator que interpretou o Capitão Pike em Star Trek, de 2009.
  • Lucy Punch e Ron Livingston aparecem como casal antagonista em uma das subtramas mais ácidas do filme.

Perguntas frequentes

Um Jantar para Idiotas é baseado em qual obra?

O filme é remake de Le Dîner de Cons, comédia francesa de 1998 dirigida por Francis Veber, por sua vez baseada na peça teatral de mesmo nome escrita pelo próprio Veber em 1993.

Um Jantar para Idiotas tem cena pós-créditos?

Não. O longa termina de forma convencional antes dos créditos finais, sem teaser ou gag extra depois da vinheta de encerramento.

Um Jantar para Idiotas é engraçado para quem não fala inglês?

Funciona bem na versão dublada em português, já que boa parte do humor é físico e situacional. As piadas corporativas perdem um pouco, mas as cenas de Barry com as maquetes atravessam a barreira do idioma.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de comédia de humor físico e pastelão que curtem títulos como A grande aposta pelo elenco de Paul Rudd e Christian Bale.
  • Quem acompanha a filmografia de Steve Carell e quer ver uma de suas primeiras incursões fora do elenco de The Office.
  • Interessados em versões hollywoodianas de clássicos europeus, já que o longa é remake da produção francesa O Jantar dos Idiotas.