Veja o trailer do filme Todas as manhãs do mundo
Todas as manhãs do mundo
O documentário
Todas as Manhãs do Mundo propõe um experimento raro no circuito comercial brasileiro: transformar o nascer do sol em protagonista de um filme de 84 minutos. A premissa é literal, com o Sol e a Água funcionando como personagens narrativos de uma jornada que cruza desertos, florestas, savanas e oceanos.
O longa atravessa a Baja Califórnia, o Pantanal, florestas temperadas do Canadá, mares tropicais e savanas africanas, sempre no horário em que a luz começa a riscar o horizonte. É nesses minutos iniciais do dia que a câmera flagra tanto a exuberância quanto a brutalidade do mundo natural.
A direção fica por conta de Lawrence Wahba e Tatiana Lohman, com narração de Ailton Graça e Letícia Sabatella. O resultado dialoga diretamente com produções de documentário de natureza que normalmente chegam ao Brasil via streaming.
Estreia e legado
O filme chegou aos cinemas brasileiros em 6 de abril de 2017, distribuído pela 20th Century Fox, em um movimento pouco comum para documentários de natureza no mercado nacional.
Trata-se de uma produção brasileira que aposta no espetáculo visual em IMAX e telas premium, ocupando salas que normalmente exibem blockbusters. A estratégia lembra, em menor escala, o que blockbusters como Carandiru fizeram ao levar temas nacionais para o grande público.
Hoje o documentário é lembrado como uma das raras tentativas do cinema brasileiro de emplacar um filme de natureza em circuito comercial, abrindo caminho para títulos posteriores que também apostaram no formato contemplativo.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a fotografia é o grande trunfo. As tomadas áreas sobre o Pantanal, a luz dourada cruzando o deserto da Baja Califórnia e os planos subaquáticos do nascer do sol em mares tropicais justificam a ida ao cinema.
A escolha de narrar tudo a partir do amanhecer dá coesão ao conjunto, mesmo quando os cenários mudam radicalmente de bioma. Funciona como um mosaico bem costurado.
Ponto fraco: o ritmo é lento, quase meditativo, e pode parecer repetitivo para quem espera conflito ou reviravoltas narrativas. Não há vilão, não há arco dramático, só a vida acontecendo.
A narração em português é funcional, mas em alguns momentos compete com a força das imagens em vez de potencializá-las.
Curiosidades
- As filmagens em Baja Califórnia exigiram equipes trabalhando em temperaturas extremas durante o amanhecer, justamente o horário que a luz ficava favorável.
- O Pantanal foi um dos cenários de destaque, mostrando o bioma brasileiro em uma produção de circuito comercial, algo raro para documentários nacionais.
- O título é inspirado no filme francês Tous les matins du monde, de 1991, com Gérard Depardieu, referência clássica sobre o nascer do sol e a passagem do tempo.
Perguntas frequentes
Todas as Manhãs do Mundo é um documentário de natureza?
Sim. O filme acompanha o nascer do sol em diferentes biomas do planeta, do deserto da Baja Califórnia ao Pantanal, mostrando fauna, flora e paisagens.
Quem dirige Todas as Manhãs do Mundo?
A direção é de Lawrence Wahba e Tatiana Lohman, com narração de Ailton Graça e Letícia Sabatella.
Onde assistir Todas as Manhãs do Mundo online?
Consulte a lista de cinemas e plataformas de streaming logo abaixo para verificar a disponibilidade atual do filme.
Pra quem é este filme:
- Fãs de documentários de natureza no estilo National Geographic e BBC Earth, acostumados a esperar horas por uma única cena de caça ao amanhecer.
- Leitores de livros de fotografia de paisagens e admiradores de exposições de Sebastião Salgado, que valorizam imagem acima de texto.
- Público que gostou de Encantados e busca narrativas contemplativas sobre mundo natural e meio ambiente.
Título original: Todas as Manhãs do Mundo
País de origem: Brasil
Data do lançamento: 06/04/2017
Distribuidora: 20th Century Fox
Diretor: Lawrence Wahba, Tatiana Lohman
Principais atores: