The Warriors Gate
Do joystick para o kung fu: a premissa
Um adolescente americano viciado em MMORPGs é magicamente puxado para a China antiga por um portal místico. Lá, ele descobre que seus comandos de teclado viraram golpes de artes marciais.
Jack acorda em um vilarejo sob ataque de guerreiros sombrios e precisa aprender kung fu rápido para proteger a princesa local e descobrir como voltar para casa. A premissa cruza referências de RPG com mitologia chinesa clássica.
O diretor Matthias Hoene assina um filme de fantasia e ação claramente pensado para o público que cresceu jogando videogame e assistindo filmes de artes marciais.
Estréia, legado e onde encontrar hoje
The Warriors Gate chegou aos cinemas brasileiros em 2016, distribuído pela California Filmes, com produção original francesa rodada entre locações na China e estúdios europeus.
O longa fez parte de uma leva de produções que apostaram na hibridização entre a cultura pop gamer e o cinema de wuxia, ao lado de Portal do Guerreiro e de aventuras como Flores do Oriente.
A recepção internacional foi morna, mas o filme encontrou público fiel entre adolescentes e colecionadores de títulos B de fantasia. Hoje vive mais no streaming e em home video do que em debates sobre cinema de gênero.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a coreografia das lutas é bem cuidada e a transposição dos movimentos de game para golpes de kung fu funciona como conceito visual.
O elenco traz nomes interessantes do cinema chinês contemporâneo, como Ni Ni e Mark Chao, dando peso dramático a uma história que poderia ter sido totalmente descartável.
Ponto fraco: o roteiro é raso e os diálogos apostam no didatismo. A jornada do herói segue fórmulas conhecidas sem acrescentar nada novo à mitologia wuxia.
Falta tensão dramática real e os vilões, incluindo o personagem de Dave Bautista, desperdiçam o potencial de antagonistas carismáticos.
Curiosidades dos bastidores
- A produção é uma coprodução franco-chinesa, rodada em locações reais da China rural com apoio de estúdios europeus para as cenas de fantasia.
- As cenas de luta foram coreografadas por equipes chinesas de cinema de ação, com inspiração direta em clássicos de Hong Kong.
- Dave Bautista gravou suas cenas com figurino e maquiagem pesados de vilão, fugindo completamente do registro cômico de Drax, seu personagem mais famoso.
Perguntas frequentes
The Warriors Gate é um filme bom?
É um filme honesto dentro do gênero de fantasia juvenil. Não vai ganhar prêmios, mas cumpre o que promete em termos de aventura, lutas e escapismo. Funciona melhor com público jovem ou para uma sessão sem compromisso.
The Warriors Gate tem cena pós-créditos?
Não há cena pós-créditos relevante. O longa fecha sua história antes dos créditos finais, sem gancho direto para continuação.
Onde assistir The Warriors Gate online?
O título já passou pela janela de exibição nos cinemas brasileiros e costuma aparecer em catálogos de streaming e locadoras digitais. Consulte a grade de plataformas abaixo.
Pra quem é este filme:
- Fãs de wuxia e fantasia chinesa em busca de aventura despretensiosa para ver com a família.
- Jogadores de MMORPG e games de luta interessados em ver a linguagem dos videogames traduzida para o cinema de artes marciais.
- Adolescentes e espectadores que cresceram com filmes dos anos 2000 misturando mitologia oriental e cultura pop ocidental.