Veja o trailer do filme The Riot Club
O que é The Riot Club?
The Riot Club é um drama de câmara sobre privilégio, machismo e abuso de poder disfarçado de tradição universitária.
Miles é o típico calouro de Oxford: bem-nascido, articulado, levemente deslocado. Quando consegue entrar para o Riot Club, uma irmandade restrita de rapazes brancos, ricos e historicamente sem freios, ele descobre que o ingresso cobra um preço moral altíssimo.
Paralelamente, Miles se envolve com Lauren, estudante de origem simples e trabalhadora. O contraste entre a realidade dela e o mundo do clube funciona como espelho da hipocrisia da elite. Dirigido por Lone Scherfig (a mesma de Como Eu Era Antes de Você e Com Amor, Van Gogh), o filme é baseado na peça Posh, de Laura Wade, e escora boa parte da tensão em suspense psicológico crescente.
Quando estreou e por que ainda rende conversa
The Riot Club chegou aos cinemas britânicos em setembro de 2014 e desembarcou no circuito internacional ao longo de 2015, incluindo a passagem pelo Festival de Toronto.
Apesar de ter feito bilheteria modesta, o longa viralizou nas redes britânicas justamente por parecer profético. Os escândalos do chamado Bullingdon Club — espelho real do Riot Club — voltaram à mídia anos depois, dando ao filme um status de alerta social.
Hoje é lembrado como um dos retratos mais incômodos da juventude endinheirada britânica, citado lado a lado com obras como Jogos Vorazes: A Esperança - O Final e O Destino de Júpiter quando se discute desigualdade em sala de aula.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o jantar final é uma peça claustrofóbica brilhante. A câmera sufoca, o roteiro aperta o cerco e os atores entregam performances nervosas, com Sam Claflin e Max Irons em estado de graça.
Ponto alto: a direção de Lone Scherfig segura bem o tom entre crítica social e thriller de salão, sem cair em sermão.
Ponto fraco: a primeira metade é lenta. A construção dos personagens demora e o espectador pode perder interesse antes do clímax.
Ponto fraco: algumas figuras femininas, como a Lauren de Holliday Grainger, funcionam mais como dispositivo narrativo do que como personagem de fato. É uma escolha consciente, mas incomoda.
Curiosidades de bastidores
- O filme é baseado na peça Posh, de Laura Wade, que circulou em Londres em 2010 com o mesmo elenco praticamente.
- As locações externas foram gravadas em Oxford e nos salões de Christ Church College, que já abrigou reuniões reais de clubes como o Bullingdon.
- Vários atores do elenco, incluindo Sam Reid, Ben Schnetzer e Jack Farthing, tinham acabado de rodar Lola e dramas de época, o que explica o tom preciso de aristocracia british.
Perguntas frequentes sobre The Riot Club
The Riot Club é baseado em fatos reais? Sim, é inspirado no Bullingdon Club, irmandade real de Oxford frequentada por membros da família real britânica e por ex-primeiros-ministros. O longa mistura fatos com ficção da peça original.
The Riot Club tem cena pós-créditos? Não. O longa termina de forma abrupta e os créditos começam imediatamente depois do corte final, sem teaser extra.
Qual é a classificação indicativa de The Riot Club? Classificação indicativa a definir por http://www.culturadigital.br/classind. O conteúdo inclui violência, linguagem pesada e temas sensíveis, então é recomendado para público mais velho.
Pra quem é este filme:
- Fãs de dramas britânicos de crítica social no estilo de Skins e The Crown.
- Quem curtiu O Caçador e a Rainha do Gelo ou Simplesmente Acontece e quer ver o mesmo elenco em chave mais sombria.
- Leitores de não-ficção sobre desigualdade, psicologia de grupo e comportamento de elites.