Veja o trailer do filme Lola
Sobre o que é Lola
Lola é uma jovem vendedora ambulante que carrega nas costas o peso de uma cidade em ruínas. A Cidade do México aparece devastada pelos terremotos de 1985, e o cenário reflete a vida da protagonista: ferida, dura, cheia de vigor e cativante ao mesmo tempo.
Para sobreviver, ela percorre as ruas vendendo roupas, enquanto cria sozinha Anne, sua filha de cinco anos. É no vínculo entre mãe e filha que mora o eixo emocional do filme de María Novaro.
Primeiro longa-metragem da cineasta, o drama mexicano costura solidão, abandono e humor cotidiano em uma narrativa simples, quase documental.
Estreia e legado
Lola foi lançado originalmente em 1989, no México, e ganhou uma reexibição brasileira em 10 de agosto de 2012. O longa colocou María Novaro no mapa do cinema latino e abriu caminho para uma geração de diretoras mexicanas.
O filme foi eleito o melhor longa no Festival de Havana, no Festival Latino de Nova York e no Festival de Biarritz, na França. Ainda levou o prêmio OCIC no Festival de Berlim e o Ariel da Academia Mexicana de Artes e Ciências Cinematográficas.
Quase três décadas depois, segue citado em listas de melhores filmes mexicanos, ao lado de obras como Dalida e Tesoros, como referência obrigatória do drama feminino latino-americano.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a direção de Novaro transforma a Cidade do México pós-terremoto em personagem silenciosa, e a relação entre Lola e Anne transmite ternura sem pieguice.
Atriz principal, Leticia Huijara segura o filme com uma interpretação contida, cheia de olhares e pequenos gestos que valem mais que diálogos expositivos.
Ponto fraco: o ritmo é lento e contemplativo demais para quem espera conflitos dramáticos explícitos; a trama é mais atmosfera do que enredo.
Curiosidades
- Este foi o primeiro longa-metragem dirigido por María Novaro, que depois se firmaria como uma das vozes femininas mais importantes do cinema mexicano.
- As locações na Cidade do México foram escolhidas a dedo para mostrar os danos reais deixados pelo terremoto de 1985.
- O filme acumulou cinco prêmios internacionais relevantes em 1989 e 1990, entre festivais e o Ariel da Academia Mexicana.
Perguntas frequentes
Lola é baseado em fatos reais?
Não. A história é ficcional, mas se inspira no cotidiano de mulheres trabalhadoras da Cidade do México após o terremoto de 1985, cenário que a diretora María Novaro conheceu de perto.
Lola tem cena pós-créditos?
Não. O encerramento é seco e coincide com os créditos finais, sem nenhuma sequência extra depois.
Lola vale a pena assistir em 2024?
Vale. O retrato de uma mãe solo em uma cidade devastada segue atual, e o filme é uma boa porta de entrada para o cinema mexicano de drama social, ao lado de títulos como Um Reencontro (2015).
Pra quem é este filme:
- Fãs de drama social latino que apreciam retratos intimistas de mulheres em situação de vulnerabilidade.
- Quem curte comédia de humor seco, costurada no cotidiano, sem piadas escancaradas.
- Interessados em cinema mexicano contemporâneo e em obras de reconstrução emocional, no espírito de Rindo à Toa (2009).
Título original: Lola
País de origem: México
Data do lançamento: 10/08/2012
Diretor: María Novaro, Lisa Azuelos
Principais atores: